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terça-feira, março 13

Cenário Econômico

Cenário Econômico

Internacional: A turbulência dos últimos meses deverá se propagar durante boa parte do ano de 2012, principalmente por conta das dúvidas em relação à solvência de alguns países europeus e dos riscos de crise sistêmica. Nosso cenário trabalha com um quadro de contínuo nervosismo nos mercados internacionais, mas sem nenhuma grande ruptura – ou seja, não esperamos default ou saída do Euro por parte dos maiores países da região e nem uma crise bancária. Ainda assim, o processo de desalavancagem do consumidor americano, os efeitos negativos sobre o crescimento europeu advindos das incertezas e dos pacotes de ajuste fiscal e a perda de dinamismo das exportações chinesas para estas regiões deverão levar, em conjunto, a uma moderação no crescimento mundial, principalmente no primeiro semestre.

Atividade econômica:
A crise internacional manifesta seus efeitos sobre o Brasil de várias formas, mas talvez as mais relevantes sejam a redução da demanda pelos produtos exportados pelo Brasil e através do canal da confiança (ao diminuir as expectativas dos empresários, limita também o ritmo de investimentos e novas contratações). A soma desta influência ao efeito defasado das sucessivas rodadas de aperto monetário, entre abril de 2010 e julho de 2011, resulta numa sensação de desaquecimento da economia brasileira. Esta perda de fôlego, no entanto, tende a ser temporária: a partir do segundo trimestre de 2012, a economia tende a crescer com mais força, refletindo os cortes recentes de juros e o impulso ao consumo dado pelo aumento do salário mínimo em janeiro. Emprego e crédito deverão continuar em alta, embora a um ritmo mais moderado que nos últimos anos.

Inflação: O quadro internacional sugere desinflação, principalmente por conta da queda dos preços internacionais das commodities. Porém, internamente, o espaço para queda da inflação é limitado: de um lado, porque a demanda continua em expansão, e de outro porque os ganhos de renda deverão continuar pressionando os custos, elevando principalmente preços de serviços. Como resultado, a inflação deve recuar um pouco ao longo de 2012, mantendo-se, contudo, acima do centro da meta.

Juros e câmbio: Esperam-se novas rodadas de cortes de juros em 2012, levando a Selic para 8,5% ao ano, onde a taxa deverá permanecer até o final do ano. O turbulento quadro internacional deverá manter a volatilidade elevada no mercado de câmbio, com a taxa provavelmente apresentando oscilações significativas em torno do patamar que estimamos como “justo” para os fundamentos (R$ 1,80/US$ no final de 2012).

Balanço de pagamentos: A crise internacional deverá pesar sobre preços e quantidades exportadas de alguns dos principais produtos brasileiros, levando a uma redução no superávit comercial e a uma ampliação do déficit em transações correntes. Contudo, é pouco provável que isto represente um problema para o Brasil em 2012, graças à continuidade do acesso ao crédito externo (mesmo durante a crise) e às vultosas reservas internacionais.

Política fiscal: O desaquecimento econômico no início do ano e as pressões sobre os gastos públicos (principalmente por conta do aumento substancial do salário mínimo e do cronograma de investimentos públicos) podem levar o governo a contar com receitas não recorrentes e/ou aumento de impostos para atingir a meta de superávit primário. A dívida pública deverá apresentar nova redução, beneficiada pelo superávit primário, pela queda dos juros reais e pela menor vulnerabilidade à taxa de câmbio.

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