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domingo, outubro 9

Comentário semanal: Ibovespa fecha 3ª semana seguida no vermelho

Comentário semanal: Ibovespa fecha 3ª semana seguida no vermelho

07 de outubro de 2011 • 20h49 Por: Equipe InfoMoney

SÃO PAULO - Com as atenções voltadas para o noticiário europeu, em meio a cortes de ratings e os esforços dos governos da região para amenizar os efeitos da crise na Zona do Euro, o Ibovespa acumulou queda de 2,07% no período entre 3 e 7 de outubro, fechando a terceira semana consecutiva no vermelho, aos 51.243 pontos.

As ações da ALL (ALLL3) registraram a maior queda na semana entre as ações que compõem o Ibovespa, com recuo de 9,85%, cotadas a R$ 7,69. Esse desempenho negativo ressalta os temores do mercado em relação à empresa, ligada a um setor que depende da atividade econômica e do nível de exportações do País.

Já os papéis da Klabin (KLBN4) avançaram 8,64% na semana, cotadas a R$ 5,58, despontando como o principal destaque positivo dentre os papéis que fazem parte da carteira teórica do benchmark da bolsa brasileira. Contribuiu para esse resultado a forte alta relatada pelos papéis da companhia na quinta-feira, quando apresentaram valorização de 7,49%.

Petro e Vale
As ações da Petrobras (PETR3, -4,78%, R$ 19,90; PETR4, -4,19%, R$ 18,30) encerraram a semana com quedas superiores a 4%. No período, a estatal recebeu propostas para licitação de 21 sondas de perfuração marítima para serem construídas no Brasil, pelas empresas Ocean Rig do Brasil e Sete Brasil.

Na segunda-feira (3), a companhia informou que efetuou a cessão de participação (farm-out agreement) de 50% dos direitos exploratórios dos blocos 5 e 6 na Tanzânia para a Shell Deepwater Tanzania BV e que as negociações para que a PDVSA do Brasil adquira 40% das ações da RNEST (Refinaria Abreu e Lima) estão em andamento.

Ainda em relação aos ativos mais líquidos da bolsa, os papéis da Vale (VALE3, -3,38%, R$ 51,21; VALE5, -2,35%, R$ 38,31) terminaram a semana também no vermelho.

Europa rouba a cena
A forte aversão ao risco vista na semana segue influenciada pelo noticiário europeu. Depois de muita especulação, o BCE (Banco Central Europeu) finalmente anunciou que irá manter duas operações separadas de refinanciamento de longo prazo para bancos da Zona do Euro, além de ter mantido a taxa básica de juros da Zona do Euro em 1,5% ao ano. A instituição também informou que irá retomar seu programa de aquisição de títulos securitizados, no valor de € 40 bilhões. O movimento já havia sido antecipado pelo presidente da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso.

Ainda por lá, o BoE (Banco Central da Inglaterra) anunciou a ampliação do programa de compra de ativos de £ 200 bilhões para £ 275 bilhões, além da manutenção da taxa de juros da região em 0,5% ao ano, em linha com as expectativas do mercado.

Com o clima cada vez mais incerto acerca dos rumos da economia europeia, a semana também foi marcada pelo movimento de corte em ratings de países do velho continente. A agência de classificação de risco Moody's reduziu o rating para os títulos de longo prazo do governo italiano, de "Aa2" para "A2", com perspectiva negativa, além de ter cortado as notas de crédito de 12 bancos britânicos e seis bancos portugueses, também com perspectiva negativa. A Moody's também colocou o rating para os títulos de longo prazo do governo belga em revisão para possível corte, mas ainda os mantendo em Aa1.

Já a Fitch rebaixou os ratings soberanos da Itália e da Espanha, com perspectivas negativas. A nota italiana sofreu corte em um nível, passando de "AA-" para "A+", enquanto que a nota espanhola caiu dois níveis, indo de "AA+" para "AA-".

Contribuindo ainda mais para a cautela dos investidores em relação a Europa, a Grécia confirmou que a meta de déficit público acordada com o grupo de negociadores do plano de resgate ao país não será alcançada neste ano e em 2012.

EUA também podem adotar medidas
Enquanto na Europa as autoridades anunciaram medidas para suportar o setor financeiro, nos EUA esta possibilidade também existe. Em discurso realizado na terça-feira, o presidente do Federal Reserve, Ben Bernanke, disse que o banco central norte-americano está pronto para tomar novas medidas de estímulo à economia caso ache necessário, mas que tanto o Congresso dos EUA como a Casa Branca também podem agir em prol de uma retomada da atividade do país.

Enquanto isso, a agenda do país trouxe dados, em geral, positivos. O Relatório de Emprego norte-americano revelou a abertura de 103 mil postos de trabalho nos EUA em setembro, surpreendendo o mercado, que esperava pela criação de 60 mil vagas no período. Somado a isso, o número de postos de trabalho no setor privado do país apresentou desempenho acima do esperado em setembro, de acordo com os dados do ADP Employment Report, enquanto o Initial Claims veio praticamente em linha com o esperado.

Já os gastos com construção civil nos Estados Unidos em agosto, mensurados pelo Construction Spending, subiram 1,4% enquanto o mercado projetava queda de 0,5% para o mês, enquanto o indicador que mede o nível de atividade industrial do país, o ISM Index, também foi melhor do que o esperado para o mês de setembro.

Brasil se preocupa com crise externa
A semana também mostrou que não apenas líderes europeus e norte-americanos estão preocupados com a crise internacional, mas também o Brasil. A presidente Dilma Rousseff, em viagem oficial à Turquia, afirmou que os governos brasileiro e turco devem se unir na cúpula do G-20, em prol de reformas econômicas e de instituições financeiras no mundo.

Apesar disso, por aqui o clima segue mais ameno, com os investidores focados nos indicadores econômicos e a condução das políticas monetária e econômica do governo para evitar que o País seja afetado gravemente pela crise externa. E, por falar nisso, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse nesta sexta-feira que não pretende anular o aumento do IOF (Imposto sobre Operação Financeira) no mercado de derivativos, embora já tenha atrasado seu início de atuação duas vezes, uma para outubro e outra para dezembro.

Na agenda doméstica, a inflação voltou ao centro das atenções nesta semana. O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgou que o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) do mês de setembro apresentou resultado de 0,53%, aceleração de 0,16% em relação ao mês anterior. Por outro lado, o IPC-S (Índice de Preços ao Consumidor - Semanal) da última semana de setembro marcou taxa positiva abaixo da taxa registrada na última divulgação. Ainda no campo inflacionário, também repercutiram na semana as divulgações do IPC-Fipe e do IGP-DI (Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna).

Em relação ao setor industrial, o IBGE divulgou que o IPP (Índice de Preços ao Produtor) da indústria de transformação registrou inflação no último mês de agosto, marcando variação superior ao que foi registrado em julho.

Câmbio e Renda Fixa
O dólar comercial fechou cotado na venda a R$ 1,771 nesta sexta-feira. Com isso, a moeda norte-americana fechou a semana com desvalorização de 5,87%, seu maior recuo semanal desde outubro de 2008. Vale mencionar que esta foi a primeira semana em queda para a moeda norte-americana desde 19 de agosto, quebrando uma sequência de cinco semanas em valorização.

No mercado de juros futuros da BM&F Bovespa, o contrato de juros de maior liquidez nesta semana, com vencimento em janeiro de 2013, registrou uma taxa de 10,43%, com alta de 0,11 ponto percentual na semana.

No mercado de títulos da dívida externa brasileira, o Global 40, bônus mais líquido, encerrou cotado 131,68% de seu valor de face, queda de 0,28% na semana.

Já o indicador de risco-País registrou queda de 20 pontos-base na semana, aos 254 pontos.

Confira a agenda da próxima semana
Dentro da agenda do investidor para a segunda semana de outubro, o destaque fica com a ata do Fomc (Federal Open Market Committee). Ainda lá nos Estados Unidos, os investidores avaliaram os dados de venda de varejo e do setor industrial.

No cenário doméstico, investidores também devem ficar atentos sobre aos indicadores de atividade comercial. No mercado, destaque para os vencimentos de opções sobre contratos futuros da bolsa.

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