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domingo, outubro 2

Comentário semanal: Ibovespa cai 1,70% em sua 2º semana seguida de queda

Comentário semanal: Ibovespa cai 1,70% em sua 2º semana seguida de queda

30 de setembro de 2011 • 19h05 Por: Equipe InfoMoney

SÃO PAULO - Com as atenções voltadas para a Zona do Euro nesta semana, o Ibovespa registrou queda de 1,70% no período entre 26 e 30 de setembro - 2ª queda consecutiva -, fechando esta sexta-feira (30) aos 52.324 pontos. O índice terminou o mês de setembro com variação negativa de 7,38%, o maior recuo mensal desde outubro de 2008, quando caiu 24,8%.

Assim, o benchmark da bolsa brasileira recuou pelo sexto mês seguido, caindo 23,71%, a maior sequência de perdas desde o período entre junho e novembro de 2008, quando o declínio acumulado foi de 49,62% nos mesmos seis meses. Além disso, o Ibovespa terminou este terceiro trimestre com queda de 16,15%, a maior desde o 3T08, quando 23,8%.

Destaques da semana
A forte queda de 15,33% das ações da Hypermarcas (HYPE3; R$ 8,84) na última semana deste mês, a maior do Ibovespa, levou a ação da varejista ao posto de também maior queda do índice em setembro, com desvalorização de 33,73% durante o mês. Com isso, os papéis HYPE3 também acumulam o pior desempenho de 2011 dentre os ativos que fazem parte da composição da carteira teórica do índice, com queda de 60,54%.

As ações CCR (CCRO3) fecharam como o principal destaque positivo da semana dentre os papéis que compõem o Ibovespa, acumulando alta de 9,04%, cotadas a R$ 48,95. O analista da Um Investimentos, Luiz Gustavo Pereira, destaca que momento atual de preocupação com a inflação doméstica contribuiu para a valorização dos papéis da companhia, tendo em vista que as tarifas cobradas pela concessionária de rodovias são ajustadas de acordo com a evolução dos preços na economia brasileira.

Petro e Vale
As ações da Petrobras (PETR3, -0,48%, R$ 20,90; PETR4, -0,31%, R$ 19,10) encerraram a semana com leve queda, em meio ao fraco noticiário corporativo da estatal.

Enquanto isso, os papéis da Vale (VALE3, -3,72%, R$ 42,65; VALE5, -4,32%, R$ 39,23) terminaram a semana no vermelho. Nesta semana, a diretoria executiva da mineradora aprovou o pagamento da segunda parcela de remuneração mínima aos seus acionistas, no valor de US$ 2 bilhões, além de uma remuneração adicional de US$ 1 bilhão. A decisão ainda precisa ser submetida ao conselho de administração da companhia, que deverá aprovar ou rejeitar a proposta no dia 14 de outubro.

A empresa também reportou o pagamento semestral de remuneração das debêntures participativas no valor de R$ 0,028242528 por debênture, que será efetuado no dia 3 de outubro deste ano, através da Cetip, Balcão Organizado de Ativos e Derivativos e do Banco Bradesco. O valor total do pagamento é de R$ 10,9 milhões.

Aprovação de expansão do EFSF
No quinta-feira (29), os investidores digeriram a aprovação da expansão do EFSF (Fundo Europeu de Estabilização Financeira) pelo parlamento da Alemanha, com o objetivo fornecer mais flexibilidade ao fundo de modo a amenizar os riscos de contágio na região, enquanto as autoridades reguladoras da Itália e da Espanha decidiram estender o prazo de proibição para as vendas a descoberto. As vendas a descoberto estimulam a especulação no curto prazo e acarretam fortes turbulências para o mercado.

O Parlamento da Áustria também aprovou a expansão do EFSF. Com o aval, a contribuição do governo austríaco ao fundo de resgate da Zona do Euro aumentou para € 21,6 bilhões, de € 12,24 bilhões

Ainda por lá, a proposta da Comissão Europeia sobre um imposto para transações financeiras, a ser implantado no começo de 2014. A medida tem como objetivo arrecadar € 57 bilhões, valor que seria dividido entre a União Europeia e seus estados membros.

Parlamento europeu aprova reformas
Também no front europeu, o parlamento da região aprovou nesta sessão um pacote de reformas legislativas no âmbito da governança econômica, as quais sinalizam uma união ainda maior na União Europeia. O pacote contém uma série de medidas que possuem dois pontos centrais: ações preventivas e corretivas mais fortes, além da redução de desequilíbrios macroeconômicos entre os países membros.

Grécia e bancos franceses
No começo da semana, o ministro de finanças da Grécia, Evangelos Venizelos, tratou de negar informações publicadas em um jornal grego de que ele teria apresentado ao FMI (Fundo Monetário Internacional) e ao BCE (Banco Central Europeu) uma proposta que envolve o perdão de 40% a 50% de sua dívida. Enquanto isso, o presidente da Comissão Europeia, José Manuel Barroso, afirmou que a Grécia não sairá da Zona do Euro.

Ainda no velho continente, a equipe da Fitch Ratings alertou que importantes bancos franceses como BNP Paribas, Credit Agricole, Société Générale, La Banque Postale, Groupe BPCE e CM10-CIC enfrentam um cenário adverso que reforça as pressões sobre os ratings dessas instituições.

Tombini e Mantega
Por aqui, o presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, afirmou, em audiência pública realizada no Senado, que a piora da crise internacional não surpreendeu o Copom (Comitê de Política Monetária) e que deve haver uma diminuição no crescimento econômico brasileiro neste ano, além do recuo da inflação no país no próximo ano. Tombini também falou que a recente alta do dólar não deverá ter muito impacto na inflação.

Já o ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou que a crise econômica internacional não levará o governo a adotar novas medidas, entre elas uma mudança no IOF. Mantega também disse que o contágio da crise e a deterioração dos mercados só poderá ser evitado com a aprovação de um novo fundo europeu com mais capacidade, parecido com que o Federal Reserve fez no passado nos EUA.

Ainda no cenário doméstico, o Banco Central aumentou a projeção para a inflação oficial deste ano para 6,4%, enquanto as estimativas para o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) anteriormente eram de 5,8%, segundo apontou o relatório Trimestral de Inflação. Também segundo o documento, a projeção de crescimento para o PIB (Produto Interno Bruto) foi revisada de 4% para 3,5%.

Agenda econômica da semana
No Brasil, o relatório Focus revelou que a a expectativa do mercado é que a inflação supere o teto da meta estabelecida pelo Banco Central neste ano. As projeções indicam um IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) de 6,52% ao final do ano, enquanto o IPC-Fipe (Índice de Preços ao Consumidor) apontou variação positiva dos preços de 0,22% na terceira leitura de setembro.

O IGP-M (Índice Geral de Preços – Mercado) variou 0,65% em setembro, segundo dados divulgados pela FGV (Fundação Getúlio Vargas). Em agosto, o indicador havia registrado taxa de 0,44%. Enquanto isso, a confiança do consumidor apresentou recuou pelo segundo mês consecutivo, passando de 118,7 pontos em julho para 114,7 pontos em agosto, segundo dados do ICC (Índice de Confiança do Consumidor), medido pela FGV (Fundação Getulio Vargas), o que representa uma queda de 3,4%.

Nos EUA, a confiança do consumidor norte-americano, mensurada pelo Consumer Confidence, indicou 45,4 pontos no mês, ficando abaixo das expectativas do mercado, que indicavam 46,6 pontos. Já a economia do país mostrou avanço de 1,3% no segundo trimestre de 2011. O resultado da terceira prévia do PIB (Produto Interno Bruto) ficou acima das expectativas do mercado, que sugeriam uma expansão de 1,2% na atividade norte-americana.

O Initial Claims registrou um total de 391 mil novos pedidos de auxílio-desemprego na semana até 23 de setembro, frente às projeções que giravam em torno de 419 mil solicitações.

Em relação ao setor imobiliário, o número de casas novas vendidas nos em agosto ficou acima do esperado pelo mercado, com o New Home Sales registrando vendas de 295 mil casas, frente à expectativa de 293 mil. Já o número de contratos de compra e venda de casas nos EUA apresentou queda de 1,3% em agosto. O resultado do período foi melhor que as expectativas, que apontavam queda de 1,5%.

Câmbio e Renda Fixa
O dólar comercial fechou cotado na venda a R$ 1,88815 na venda nesta sexta-feira. A moeda norte-americana acumulou em setembro uma alta de 18,11%, a maior valorização desde setembro de 2002, quando avançou 24,93% e fechou o terceiro trimestre com forte alta de 20,45%, a maior desde 4º trimestre de 2008, quando subiu 22,61%

No mercado de juros futuros da BM&F Bovespa, o contrato de juros de maior liquidez nesta semana, com vencimento em janeiro de 2013, registrou uma taxa de 10,32%, com queda de 0,14 ponto percentual na semana.

No mercado de títulos da dívida externa brasileira, o Global 40, bônus mais líquido, encerrou cotado 132,05% de seu valor de face, queda de 1,05% na semana.

Já o indicador de risco-País registrou estabilidade, mantendo-se nos 274 pontos.

Confira a agenda da próxima semana
Na agenda do investidor para a primeira semana de outubro, destaque para a divulgação do Employment Report do mês de setembro e do Consumer Credit nos EUA. Além de reuniões para definir a taxa de juros dos Bancos Centrais da Euopa, da Inglaterra e do Japão.

No cenário doméstico, por sua vez, investidores devem ficar atentos aos diversos indicadores de inflação, como o IPCA de setembro, além de dados da indústria do País.

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