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quinta-feira, outubro 20

Com alta da inflação e queda de juros, procura por títulos indexados ao IPCA aumenta

Com alta da inflação e queda de juros, procura por títulos indexados ao IPCA aumenta

20 de outubro de 2011 • 18h21 Por: Diego Lazzaris Borges

SÃO PAULO – O avanço da inflação e os temores de que os preços subam ainda mais depois das reduções da Selic (taxa básica de juros) fez com que os investidores se preocupassem em proteger seu capital. De acordo com dados do Tesouro Nacional, 59% dos títulos do Tesouro Direto comercializados no nono mês do ano eram indexados ao IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo).

Este percentual é bem maior do que o verificado nos meses anteriores. Em agosto, 46,23% dos títulos comercializados eram NTN-B (Nota do Tesouro Nacional) e NTN-B Principal (Nota do Tesouro Nacional- Principal) – que são os títulos atrelados à inflação - e em julho, 43,42% do total vendido era destes títulos.

De acordo com o professor do Ibmec-RJ, Marcos Heringer, a forte procura por títulos indexados à inflação reflete o medo dos investidores em relação ao aumento dos preços. “Com o avanço do IPCA e a possibilidade de novos aumentos, o investidor pensa em se proteger e garantir que seus ganhos pelo menos não sejam anulados”, afirma.

O diretor da Valore Investimentos Personalizados, Sérgio Quintella, concorda. “O brasileiro percebeu que a inflação subiu este ano e que o seu investimento na poupança e no CDB (Certificado de Depósito Bancário) garantiram pouco ou nenhum ganho real”, diz. Isso, aliado ao medo de uma alta ainda maior devido ao corte dos juros, fez com que ele procurasse os títulos do Tesouro Direto, principalmente aqueles atrelados ao IPCA”, completa.

Para Heringer, o brasileiro ainda tem uma memória bastante traumática da época em que a inflação corroía os ganhos dos investimentos e acabava com o poder de compra da população. “Principalmente aqueles que viveram no final dos anos 80 e início dos anos 90 ficam assustados com a alta dos preços”, diz o professor. Isso faz com que o investidor siga o efeito “manada” e busque por aplicações que possam garantir que ele, pelo menos, não tenha um ganho real negativo.

Melhores alternativas
O professor do Ibmec ressalta que as melhores alternativas de investimentos dependem muito do perfil do investidor e da sua tolerância ao risco. De acordo com ele, neste momento, para quem não quer se arriscar os títulos atrelados à inflação são mesmo a melhor opção. “É um título seguro, que tem a garantia do Governo e que também paga prêmio acima da inflação”, diz.

O diretor da Valore concorda. “Neste momento, os títulos indexados ao IPCA servem como uma proteção para o investidor”, diz.

Mudanças
O Tesouro Nacional anunciou recentemente novas regras para o Tesouro Direto. Entre as novidades, o valor mínimo para aplicação será reduzido – podendo chegar a R$ 30 - e haverá facilidades como compra e venda programada.

De acordo com especialistas, essas alterações deverão fazer com que os pequenos investidores se interessem mais por este tipo de aplicação e a quantidade de pessoas físicas que investem nesses títulos deve aumentar. Atualmente, são 263 mil investidores cadastrados no programa (segundo dados do mês de setembro) e a maioria (59,33%) investe até R$ 5 mil.

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