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sábado, julho 16

Sem soluções para déficit público europeu e americano, volatilidade não deixa a bolsa

Sem soluções para déficit público europeu e americano, volatilidade não deixa a bolsa

15 de julho de 2011 • 20h55 Por: Tatiane Monteiro Bortolozi

SÃO PAULO - Volatilidade foi a palavra de ordem para a bolsa brasileira na última semana. O período trouxe novos temores na Zona do Euro, com o rating grego rebaixado em 3 notas pela Fitch e os títulos de longo prazo irlandeses reduzidos a grau especulativo pela Moody's. Nos Estados Unidos, apesar das pressões do presidente Barack Obama, e do secretário do Tesouro, Timothy Geithner, permaneceu indefinido o aumento do teto da dívida pública, e a falta de resultados levou a Moody's a colocar o rating em revisão.

O déficit público europeu e a necessidade de aprovação de um novo limite para os gastos do governo norte-americano "são os dois condicionantes que devem manter a volatilidade do mercado na próxima semana", afirma o analista e sócio da Técnica Assessoria de Mercados e Capital, Harold Thau. Ao menos a expectativa é de oscilações menos intensas, já que os temores norte-americanos e europeus aproximam-se de uma resolução no curto prazo.

"É óbvio que quando sentam-se à mesa os ministros das finanças e a autoridade monetária da Zona do Euro, as cabeças nem sempre têm a mesma opinião. Mas é importante encontrar uma saída. Isso coloca em xeque a credibilidade da comunidade europeia", explica Thau. "A expectativa é que se crie um programa de apoio à Grécia, e consequentemente à Irlanda e outros países centrais, que podem apresentar problemas, especialmente enquanto a economia europeia não estiver crescendo na velocidade desejada", continua o analista.

As autoridades do FMI (Fundo Monetário Internacional) voltam a reunir-se na próxima semana, em busca de um consenso sobre a crise grega. As negociações continuam no noticiário, já que na terça (19) e quinta-feira (21) acontecem os leilões de títulos na Espanha. "Dado que os spreads dos títulos espanhóis e italianos continuaram a subir mesmo com a aprovação do pacote fiscal na Itália, os leilões certamente atrairão a atenção de todos", diz o economista Mario Schneider, do Banif.

Estados Unidos: moratória é improvável
Nos Estados Unidos, o impasse é político. Nas discussões sobre o aumento do teto de endividamento público, que atingiu o limite legal e atualmente é de US$ 14,3 trilhões, os republicanos rejeitam qualquer acordo que inclua o aumento de impostos, enquanto democratas resistem a deixar que os cortes atinjam os programas sociais.

A aprovação do Congresso, entretanto, deve ser concedida antes mesmo do prazo de 2 de agosto, segundo a Técnica Assessoria. "Não importa de qual partido, os congressistas não querem que a economia e seu risco reclassificados pelas agências. Na verdade, o que mais se teme não é o calote, mas a pressão dos mercados e a perspectiva de diminuição do rating", diz Thau.

Na agenda para o período, os Estados Unidos recebem uma bateria de indicadores sobre o mercado imobiliário, além de também dados sobre a indústria. No entanto, o estrategista de varejo da Ágora Corretora, José Francisco Cataldo, deixa a pauta econômica em segundo plano, dando foco maior aos resultados corporativos que serão divulgados por lá.

"Os Estados Unidos também estão em um ciclo de divulgação de resultados corporativos. Desta forma, na ausência de indicadores importantes, estes números podem gerar volatilidade. Os mercados acompanham o impacto da desaceleração ou não da economia norte-americana sobre o desempenho das empresas", comenta Cataldo.

Aumento de 0,25 p.p. da Selic está precificado
Na quarta-feira (20), será divulgada a nova taxa básica de juros brasileira. O consenso de mercado sugere um aumento de 0,25 pontos percentuais, para 12,50% ao ano. O mais incerto continua a ser a extensão dos aumentos promovidos pelo Banco Central, já que o aumento já estaria precificado.

Para a Ágora, a autarquia deve evitar fazer novos aumentos no curto prazo, para ter tempo de avaliar os impactos da desaceleração do crescimento global. Já a Técnica projeta mais um aumento para a Selic, de igual magnitude, embora prefira outras medidas de contenção macroeconômica, "impedindo que o aumento da taxa de juros prejudique o crescimento econômico".

Resultados corporativos locais
O resultado das companhias brasileiras listadas em bolsa apresentaram um crescimento expressivo em relação ao mesmo período do ano passado. No primeiro trimestre, os lucros e o Ebitda (geração operacional de caixa) cresceram 25% e 17% sobre o mesmo período de 2010, respectivamente. "A macroeconomia caminha bem, mas não está refletida na bolsa", diz Thau.

O analista da Técnica e o estrategista da Ágora são unânimes ao apontar um descompasso entre o mercado local - "com múltiplos atraentes, mais interessantes do que os de vários países emergentes, e também do que alguns países desenvolvidos", diz Cataldo - e as economias externas. O desempenho inferior "pode ser atribuído à indesejável alta das taxas de juros acima do necessário, fazendo com a bolsa, apesar da pujança do resultado das empresas, tenha um desempenho ruim", propõe a Técnica.

A expectativa para a temporada de resultados do segundo trimestre, que traz como destaque os números da Natura (NATU3), é de um desempenho positivo da economia brasileira, impulsionando o setor corporativo. "O lucro consolidado das empresas ainda mostra rendimentos interessantes, mas o primeiro trimestre acabou ofuscado pelos fatores externo. O mercado está mais precificado nesta questão", diz Cataldo.

Tendências
Em termos de precificação, a bolsa mostra um patamar interessante. Passado o cenário de aversão ao risco, que leva o investidor a proteger-se em aplicações mais conservadoras, há a oportunidade de ganhar com múltiplos atraentes, sugere a Ágora.

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