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quinta-feira, dezembro 8

SETOR PETROQUÍMICO - perspectivas

(Lopes Filho & Associados, 08 de dezembro de 2005)

 

No início deste ano, os fundamentos indicavam que este seria um bom período para as margens da indústria petroquímica, que entraria no chamado fly-up, ou pico de lucratividade, o qual se estenderia até 2006/07.

 

Pois bem, ao longo de 2005 este cenário não se confirmou, pelo menos para a indústria local, uma vez que no mercado internacional as margens obtidas nas resinas configuram um cenário de ciclo de alta, embora abaixo do que era esperado.

 

No mercado europeu, a margem média da resina PEBD deve ficar em US$ 484/t em 2005, acima dos US$ 437/t verificados em 2004 e dos US$ 291/t obtida em 2003. A pergunta é o que ocasionou o comportamento verificado ao longo de 2005, já que os fundamentos pelo lado da oferta apontavam, e continuam sinalizando, um ambiente de margens elevadas.

 

Em diversos Relatórios comentamos o comportamento de formação de estoques, em especial no mercado chinês, a partir de final de 2004, provocando oscilações bruscas nos preços das resinas, reduções que foram acompanhadas no mercado interno.

 

Outro elemento importante refere-se à forte alta do preço do petróleo, que pressionou sensivelmente o custo da nafta.

 

Contudo, quando observa-se a relação Nafta/Brent, nota-se que em 2005 deve situar-se em 8,7, a mais baixa dos últimos 5 anos, cuja média foi de 9,4, indicando a dificuldade do repasse da alta da nafta ao longo da cadeia petroquímica.

 

No mercado interno pode-se somar aos fatores citados o menor crescimento da atividade econômica e a apreciação cambial, visto que os preços do setor são formados com base nas cotações internacionais.

 

 

O que esperar para o 4o tri/05 e 2006?

 

Não acreditamos em recuperação relevante nas margens no último trimestre do ano.

 

No cenário internacional observa-se que os spreads ainda não se recuperaram da forma esperada, observando a evolução negativa do mercado asiático nas últimas semanas.

 

No cenário interno acreditamos que a combinação da apreciação cambial, a realização de estoques de matéria-prima formados a preços ainda elevados, o nível de vendas pouco aquecidas (em função da sazonalidade desta época do ano) e a possibilidade de aumento das importações poderão impedir um desempenho mais favorável das empresas do setor.

 

O aspecto positivo refere-se aos preços médio do 4o tri/05 que devem apresentar crescimento em relação ao trimestre anterior, possibilitando pequena recuperação nas margens.

 

Para o próximo ano, observando apenas os fundamentos pelo lado da oferta, o cenário é positivo para o setor, dado o equilíbrio existente entre a oferta e demanda por petroquímico previsto até 2008.

 

Contudo, para que as previsões sejam confirmadas, será importante o comportamento da atividade econômica, do câmbio e dos preços do petróleo.

 

Igualmente, deve-se lembrar a entrada da Rio Polímeros.

 

Neste sentido, acreditamos em recuperação gradual das margens ao longo de 2006, porém não esperamos que alcancem os patamares estimados anteriormente.

 

 

Nas próximas semanas estaremos revendo nossas estimativas para as empresas do setor.

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