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terça-feira, novembro 22

Renda fixa: como montar uma carteira considerando risco e retorno

Equipe InfoMoney, 21/11/05


SÃO PAULO - Quem investe no mercado de ações certamente já tem conhecimento do conceito de diversificação, que, de uma forma simplificada, significa montar uma carteira de investimentos com diversos ativos de perfil diferente, colocando em prática o velho ditado de "nunca por todos os ovos em uma cesta só".

O mesmo princípio vale para o mercado de renda fixa. Embora uma parcela importante dos investidores aplique na renda fixa através de fundos de investimentos, que, em geral, se posicionam em uma carteira diversificada de títulos, o investimento direto em renda fixa tem crescido. Isso cria a necessidade de entender melhor o conceito de diversificação.

Investir direto e diversificar
Através de modalidades de investimento direto em renda fixa, como o Tesouro Direto, por exemplo, muitos investidores estão conseguindo atingir rentabilidades superiores àquelas obtidas em fundos de investimentos. Principalmente para quem não investe montantes significativos, o Tesouro Direto aparece como uma alternativa bastante interessante, já que os custos são muito inferiores.

Se você quer conhecer mais sobre o Tesouro Direto, clique aqui para saber como funciona ou aqui para comparar os custos com o dos fundos de investimentos. Se as vantagens do Tesouro Direto em termos de rentabilidade são claras em uma parcela significativa dos casos, resta agora identificar como reduzir o risco da aplicação.

Na renda fixa, dois são os riscos principais que o investidor corre: o de crédito, ou seja, a chance do emissor do título não pagar juros ou o principal, e os riscos de mercado, principalmente referentes ao aumento da inflação e/ou das taxas de juros, que podem ocasionar uma perda no valor investido. Para saber mais sobre estes riscos, vale a pena consultar o artigo Renda Fixa: qual o risco de você perder dinheiro?

Ao investir no Tesouro Direto, você acaba correndo um risco de crédito muito próximo ou mesmo menor ao da maioria dos fundos de investimentos de renda fixa, já que eles também investem uma parcela significativa dos recursos em títulos públicos. Quanto ao risco de mercado, ele pode ser reduzido através da diversificação.

Como montar uma carteira de renda fixa
O primeiro passo para montar uma carteira eficiente é investir em ativos que reagem de forma diferente a eventos inesperados. Portanto, para montar uma boa carteira de renda fixa, você tem que analisar como cada título reage, de forma a medir os riscos e adequar a carteira o seu perfil como investidor.

Vamos considerar os títulos públicos brasileiros, que podem ser divididos basicamente em três grupos: pré-fixados, pós-fixados corrigidos por índices de inflação e pós-fixados corrigidos pela Selic, a taxa básica de juro da economia.

  • Pré-fixados
    Nos pré-fixados, como as LTN e as NTN-F, a não ser que você mantenha os títulos até o vencimento, você corre um risco maior de perda, pois o preço destes títulos cai com o aumento da inflação ou das taxas de juros. Deste modo, para quem não está disposto a correr esse tipo de risco, vale a pena investir somente parte de seus recursos nestes papéis.
  • Pós-fixados
    Entre os pós-fixados, as opções, novamente considerando somente os títulos públicos, podem ser aqueles corrigidos pela inflação, como as NTN-B (usa o IPCA como referência) e NTN-C (usa o IGP-M como referência), para quem ainda aceita correr alguns riscos, o as LFTs, que são corrigidas pela Selic e apresentam o perfil de risco mais reduzido. A alocação entre estes papéis vai depender, basicamente, do seu apetite por risco.

Aprendendo a diversificar
Como mencionamos no início do artigo, ao investir em renda fixa você corre dois tipos de risco: de crédito e de mercado. E, é isso que precisa levar em conta ao definir sua estratégia de diversificação.

No que refere ao risco de crédito, é importante combinar títulos públicos com privados (emitidos por bancos ou empresas). Por embutirem um risco de crédito maior do que os títulos públicos, os títulos privados oferecem retornos mais atrativos, o que representa um diferencial importante em um cenário de queda dos juros.

Já o risco de mercado pode ser reduzido através da composição de uma carteira que contenha títulos pré-fixados e pós-fixados. O principal cuidado é sempre evitar grandes concentrações em ativos de perfil semelhante, ou seja, pouco adianta diversificar entre CDBs e LTNs, por exemplo, se ambos são pré-fixados e tendem a reagir da mesma forma a alterações nos juros ou na inflação.

Esse é um erro comum entre os investidores, que ao aplicarem seu dinheiro em aplicações distintas de renda fixa acreditam estar diversificando, mas se esquecem de que se trata de aplicações de mesma natureza. Como na renda fixa, o investimento inicial não é tão elevado, não é preciso muito dinheiro para montar uma carteira que combine um bom perfil de risco e retorno.

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