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quinta-feira, novembro 3

Para BNP Paribas, Cosan tem boas perspectivas mas múltiplos não são atraentes

Por: Marcello de Almeida
03/11/05 - 10h35
InfoMoney

SÃO PAULO - Ressaltando que o Brasil é bastante competitivo nos negócios de açúcar e álcool e que as projeções para esses mercados são muito positivas, o banco de investimentos BNP Paribas publicou nesta semana um relatório descrevendo perspectivas interessantes para Cosan, que está abrindo seu capital e deverá estrear na Bovespa no próximo dia 10 de novembro.

Para os analistas do banco francês, a necessidade de se encontrar formas alternativas de energia não poluentes e renováveis reforçam a recomendação de investimento nas ações da Cosan, que opera na direção correta da tendência mundial e com baixos custos operacionais. O banco ressalta, porém, que os múltiplos das ações da empresa não são atraentes.

No mercado açucareiro, as premissas são otimistas, uma vez que o Brasil trabalha com um dos menores custos de produção do mundo e os esforços organismos mundiais de comércio convergem para a redução das barreiras tarifárias e concessão de subsídios por parte de grandes consumidores como Estados Unidos e União Européia.

Visão geral da companhia
Destacando-se como o maior produtor e processador mundial de cana-de-açúcar, a Cosan se apresenta como a maior produtora de açúcar do Brasil e a terceira maior do mundo, sendo que suas exportações representam cerca 4% do volume de açúcar comercializado mundialmente e o segundo maior volume negociado por uma só empresa.

No segmento de açúcar refinado, a participação da companhia atinge 13% do mercado brasileiro, cifra que redeu a empresa o título de segunda maior do país neste segmento.

Além disso, a Cosan é a maior produtora de álcool do país e a segunda maior do globo. Ao negociar 298 milhões de litros de álcool no mercado externo em 2005, a Cosan se apresenta ainda como a maior exportadora mundial deste produto.

Açúcar: relação oferta e demanda interessante
Descrevendo suas perspectivas para o consumo de açúcar, os analistas do BNP Paribas destacaram que a produção mundial no ano safra 2004/2005 foi de 141 milhões de toneladas para um consumo de 142 milhões de tons, sendo a cana-de-açúcar responsável por mais de 70% do volume produzido no mundo.

Neste contexto, entende-se que a relação oferta e demanda deve continuar interessante para as empresas, pois o crescimento da população e do poder de compra dos cidadãos, aliado ao maior consumo de alimentos processados e adoçantes a base de açúcar, deverão manter em alta a procura pela commodity.

Destaque para o crescimento de importantes países consumidores na Ásia, como a China. O preço do açúcar bruto aumentou mais de 65% desde dezembro de 2003. Já os preços do açúcar refinado registraram evolução superior a 50% no mesmo período.

Consumo de álcool cresce a uma taxa anual de 10%
Para o mercado de álcool, as perspectivas são igualmente positivas, uma vez que desde 2000 o consumo tem aumentado a uma taxa média anual de 10%.

O Brasil produz cerca de 37% do álcool comercializado no mundo e ocupa o posto de maior produtor mundial, seguido pelos Estados Unidos, que respondem por 33% do volume total de álcool negociado mundialmente.

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