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quarta-feira, novembro 16

Oferta da Cosan dia 18 é chance para entrar no 'boom' do etanol

Por Reese Ewing

SÃO PAULO, 9 de novembro (Reuters) - A oferta inicial de ações da Cosan, maior produtora de açúcar e etanol do mundo, foi remarcada para o dia 18, oito dias após o prazo original, e dará oportunidade aos investidores de uma participação no 'boom' brasileiro do açúcar e etanol. Segundo analistas, o adiamento não vai tirar o brilho da oferta.

As ações da empresa deveriam ter seu preço de abertura fixado na última terça-feira e ter chegado ao pregão na quinta-feira. Porém, na segunda-feira, a CVM, que fiscaliza o mercado brasileiro de valores, suspendeu a oferta pública por suposta violação de regulamentos de mercado que proíbem a divulgação de informações no período de silêncio que precede a transação.

A Cosan vai realizar oferta de cerca de 16 milhões de ações na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), a fim de levantar capital para aquisições e levar adiante a consolidação da indústria brasileira da cana, afirmaram analistas.

A empresa negou na quarta-feira que ela ou o Morgan Stanley, o banco de investimento que a assessora, tivessem divulgado outras informações que não as constantes de seu prospecto, o que teria originado o adiamento da oferta.

FORTE DEMANDA

Analistas acreditam que o adiamento não afetará a abertura de capital da companhia.

"Não creio que a suspensão pela CVM deva afetar o sucesso da abertura de capital. A demanda é forte", disse Celso Boin Jr., analista da Fama Investimentos.

Ele disse que a mais recente abertura de capital, a do banco de varejo Nossa Caixa, teve tanta procura na Bovespa que os investidores conseguiram adquirir apenas cinco por cento do total que pretendiam.

Analistas afirmam que existe demanda vigorosa por praticamente qualquer oferta no Brasil. As recentes ofertas públicas iniciais da Nossa Caixa, Dasa, Porto Seguro, Submarino, Gol, ALL, Natura e outras tiveram procura elevada, depois de anos sem aberturas de capital no Brasil devido às condições desfavoráveis do mercado.

Boin diz que a faixa de abertura para as ações da Cosan, de entre 40 e 46 reais, acompanhava a avaliação que fez da empresa, oferecendo assim pouco valor de barganha para compensar o risco do investimento. "Além disso, o capital que eles estão levantando provavelmente não será destinado a eliminar as dívidas ou melhorar o fluxo de caixa, e sim a aquisições", afirmou.

Outros analistas porém demonstram mais otimismo sobre a fatia de mercado da Cosan no florescente mercado brasileiro de açúcar e etanol, o que tornaria a oferta atraente.

"Trata-se realmente da primeira chance para que pequenos investidores participem de um dos maiores 'booms' agrícolas do Brasil, algo que anteriormente ficava reservado a investidores de médio e grande porte", disse o analista Fabio Anderaos, da corretora Geração Futuro.

Ele afirma que, dado o declínio gradual esperado nas barreiras ao comércio de açúcar, e a forte demanda por combustíveis alternativos em função dos preços do petróleo, o futuro do setor de cana parece "brilhante".

O Brasil é o maior produtor e exportador mundial de açúcar e etanol.

CICLO DA CANA

O setor de cana entrou em novo ciclo de expansão nos últimos anos. Espera-se que venha a dominar boa parcela do mercado mundial de açúcar branco, cuja competição aumentará com o final dos subsídios da União Européia ao açúcar, depois que o Brasil venceu seu processo contra os europeus na Organização Mundial do Comércio, este ano.

Em 2004, a estréia bem sucedida no mercado brasileiro dos carros flexíveis, que funcionam com etanol, gasolina ou qualquer combinação dos dois combustíveis, e a alta nos preços do petróleo e da gasolina estimularam a demanda por etanol, no país e no exterior.

As usinas brasileiras vêm enfrentando um sério desafio para fazer a expansão da produção e do processamento de cana em ritmo veloz o suficiente para acompanhar a demanda crescente por açúcar e etanol.

O governo brasileiro anunciou que estava negociando a redução de barreiras à exportação de etanol, que atingiu o recorde de 2,5 bilhões de litros em 2004, e talvez conteste as altas tarifas em mercados finais como os Estados Unidos na Organização Mundial do Comércio, caso a abordagem amistosa fracasse.

"O setor de cana do Brasil começou uma lenta consolidação em 2001", disse André Castello Branco, sócio da consultoria KPMG, à Reuters. "Muitas das cerca de 300 usinas continuam a ser pequenas operações familiares", informou.

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