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quinta-feira, novembro 17

Compre o rumor e venda o fato: porque as ações podem cair apesar de lucro recorde

Compre o rumor e venda o fato: porque as ações podem cair apesar de lucro recorde
Equipe InfoMoney, 16/11/05



SÃO PAULO - Nos últimos dias, muitos investidores ficaram surpresos com a reação do mercado após a divulgação dos resultados referentes ao terceiro trimestre de duas das principais empresas brasileiras: Petrobrás e Vale do Rio Doce. Mesmo após divulgarem lucros de, respectivamente, R$ 5,6 bilhões e R$ 2,71 bilhões, os papéis das duas empresas fecharam em queda na Bovespa.

No caso da Petrobrás, como o resultado foi publicado durante o pregão de sexta-feira, o efeito foi evidente: antes da divulgação, as ações preferenciais operavam em leve alta de 0,2%, fechando o dia em queda de quase 3%, mesmo com a estatal tendo anunciado um dos melhores resultados trimestrais de sua história.

Precificação por expectativas, não por fatos
O que ocorreu em ambos os casos foi que os resultados, mesmo muito positivos, ficaram abaixo da expectativa média dos analistas. Embora o desvio tenha sido pequeno, com muitos analistas, inclusive, acreditando que os números ficaram em linha com suas projeções, os papéis reagiram negativamente.

Este comportamento exemplifica como os papéis estão sendo avaliados: pela sua projeção de resultados. A partir de suas projeções de resultados futuros, os analistas conseguem obter uma estimativa de seu preço justo para as ações, o que acaba orientando o mercado. Assim, todas as vezes que os resultados ficam abaixo do esperado, caem as projeções de preço justo e, conseqüentemente, muitos investidores vendem seus papéis.

Isso significa que o mercado trabalha mais com as expectativas do que com os fatos. Como, em uma situação onde o fluxo de informações é eficiente, toda informação já se reflete no preço dos ativos, o que pode causar grandes mudanças são surpresas, ou seja, fatos novos que não eram de conhecimento do mercado.

Compre o rumor, venda o fato
Este comportamento do mercado fica evidente também em situações onde outros fatos importantes, não somente a divulgação de resultados, começam a afetar o mercado. Um exemplo são rumores a respeito de fusões ou aquisições. É muito comum ver papéis subirem na bolsa em função de rumores de troca de controle acionário.

Se os rumores começam a ficar mais sérios, os papéis sustentam a valorização, muitas vezes até o ponto onde, quando ocorre o anúncio oficial da transação, o preço não muda. Isso indica que os investidores acreditaram cada dia mais que a transação fosse verdadeira, até o ponto quando, no anúncio oficial, isso não fosse mais novidade para ninguém.

Assim, o mercado não reagiu ao fato em si, mas muito mais aos rumores que precederam o anúncio oficial da transação. Neste caso, ganhou dinheiro quem "comprou" o rumor e "vendeu" o fato, ou seja, comprou a um preço mais baixo quando os rumores estavam começando e vendeu mais caro quando o fato foi confirmado.

O mesmo ocorre também em divulgações de resultados, ou seja, se os números não alcançam o esperado pelos analistas, muitos acabam vendendo, pois surgiu um elemento novo, não esperado, que acabou evitando que o rumor se tornasse fato. Neste caso, embora possa parecer muito estranho, o modo de funcionamento do mercado justifica situações como as registradas com Vale do Rio Doce e Petrobrás nos últimos dias.

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