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sexta-feira, novembro 4

Bolsa: a maior aposta da M. Lynch no Brasil

São Paulo, 4 de Novembro de 2005 - O mercado brasileiro de ações deve receber cerca de US$ 4,4 bilhões em novas aplicações de fundos de investimento e de pensões nos próximos 24 meses, apontam projeções da corretora americana Merrill Lynch. Isso sem contar o crescimento orgânico, estimado em US$ 19,74 bilhões no período, dos recursos já alocados no segmento. Atualmente, há cerca de US$ 61,7 bilhões investidos em renda variável: US$ 30,95 bilhões de fundos de pensão e US$ 30,75 bilhões de fundos de investimento. Esse montante deve chegar a US$ 85,816 bilhões em dois anos.

"Os juros mais baixos serão um catalisador para o aumento das alocações em ações", diz o estrategista-chefe da Merrill Lynch para a América Latina, Pedro Martins Jr. A corretora trabalha com uma expectativa de redução gradual do juro real para abaixo de 10% em 2007. Hoje, com a Selic a 19% ao ano, o juro real supera os 13%. "Não antevemos pressões inflacionárias que atrapalhem a trajetória de redução da Selic", afirma.

Na visão do estrategista, o ciclo de queda do juro é importante, uma vez que reduz o custo/oportunidade dos investimentos em renda fixa e privilegia aplicações em Bolsa. "O maior fluxo doméstico para a Bolsa, por sua vez, compensará parte da perda dos investimentos de estrangeiros no segmento em 2006 (por conta da restrição da liquidez internacional, associada aos ciclos de aperto monetário nos EUA e Europa)."

Martins prevê dois momentos na trajetória de queda do juro. No primeiro, que chama de "normalização da taxa", o juro real deverá cair a 10% ao ano até meados de 2006 - a Merrill Lynch projeta estima uma Selic de 15,25% no final do próximo ano. Nesse momento, ressalta, haverá uma maior predisposição para movimentações de curto prazo. "Serão compra e venda de Bolsa oportunistas."

No segundo estágio, entre meados de 2006 e 2007, Martins prevê um movimento mais estrutural, com o juro real abaixo dos 10%. "A alocações em renda variável serão de longo prazo e em porcentagem maior", afirma. Nessa fase, segundo Martins, os fundos de pensão terão de buscar rentabilidade maior em novas classes de ativos, como as de ações. "Com o juro em queda, os custos dos passivos dos fundos se equipararão aos retornos."

A expectativa do estrategista para o mercado de ações é otimista. "No Brasil, nossa maior aposta é a Bolsa", diz Martins. Entre as principais razões, ele destaca o valor ainda atrativo das ações brasileiras se comparado com outros mercados emergentes e a expectativa de crescimento dos lucros das empresas em Bolsa. "Prevemos aumento no valor agregado de 50% em US$ para 2006 e de 15% em 2007, com viés de melhora." A perspectiva positiva deve-se à estimativa de aceleração da atividade econômica. (Alessandra Bellotto)  

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