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terça-feira, novembro 29

Análise para o dia 30 de novembro

Análise para 30 de novembro

   Ibovespa fecha em alta de 0,93% com 31.651 pontos e volume financeiro de 1,45 bilhão. No gráfico intraday de 15 minutos rompeu LTB logo na abertura e poderá confirmar pivot de alta nesta quarta ao romper 31.766. No diário, o OBV indica rompimento de resistência e o IFR mesmo com a forte queda de segunda, respeitou sua MM21 e LTA. Gráfico do Ibovespa.


   PRGA4 - Confirmando pivot de alta no diário com volume acima da média diária. Projeção de 83 reais no médio prazo, com stop em 59 reais. O volume de 33% acima da média foi importante para dar força a este rompimento, já que o ativo estava há 15 dias com volume abaixo da média diária

   BBAS3 - Na última hora de pregão mostrou boa recuperação e formou um candle de reversão sobre fibo de 61,8%. Pode ser gerada uma compra arrojada com stop curto no rompimento da máxima desta terça ou no rompimento da LTB em 41 reais.

   ELPL4 - Formou um harami de alta sem muita importância, já que o ativo está em tendência indefinida dentro de um triângulo simétrico. Aguardar o rompimento que parece estar próximo.

   GOLL4 - Alta de 6,22% com volume 43% acima da média fechando próximo ao topo histórico e sem sinais de reversão. Os principais compradores foram a Souza Barros e Itaú. O spread e risco/retorno desfavorável dificultam a entrada no momento.

 

Parceria - Curso de Análise Técnica
Curso intensivo de Análise Técnica no Rio de Janeiro em 10 e 11 de dezembro.
Confira mais informações aqui.


h Candles de Alta - Gráfico Diário h
BBAS3, BRTO4, CMET4, CSNA3, EBTP4, ELPL4, FESA4, FJTA4, GGBR4, GOAU4, IBOV, KLBN4, MAGS5, MNDL4, PETR3, PETR4, SDIA4, TBLE3, TLCP4, TMAR5, TMCP3, USIM5

n Candles de Indecisão - Gráfico Diário n 
CLSC6, CTAX4, TSPP4

 i Candles de Baixa - Gráfico Diário i
BOBR4, CCRO3, CPLE3, DASA3, EMBR3


Download do metastock de 29 de novembro
Clique aqui


Veja mais detalhes das operações aqui mencionadas em nosso site
www.cjb.com.br

 

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Análise para o dia 30 de novembro

Análise para 30 de novembro

   Ibovespa fecha em alta de 0,93% com 31.651 pontos e volume financeiro de 1,45 bilhão. No gráfico intraday de 15 minutos rompeu LTB logo na abertura e poderá confirmar pivot de alta nesta quarta ao romper 31.766. No diário, o OBV indica rompimento de resistência e o IFR mesmo com a forte queda de segunda, respeitou sua MM21 e LTA. Gráfico do Ibovespa.


   PRGA4 - Confirmando pivot de alta no diário com volume acima da média diária. Projeção de 83 reais no médio prazo, com stop em 59 reais. O volume de 33% acima da média foi importante para dar força a este rompimento, já que o ativo estava há 15 dias com volume abaixo da média diária

   BBAS3 - Na última hora de pregão mostrou boa recuperação e formou um candle de reversão sobre fibo de 61,8%. Pode ser gerada uma compra arrojada com stop curto no rompimento da máxima desta terça ou no rompimento da LTB em 41 reais.

   ELPL4 - Formou um harami de alta sem muita importância, já que o ativo está em tendência indefinida dentro de um triângulo simétrico. Aguardar o rompimento que parece estar próximo.

   GOLL4 - Alta de 6,22% com volume 43% acima da média fechando próximo ao topo histórico e sem sinais de reversão. Os principais compradores foram a Souza Barros e Itaú. O spread e risco/retorno desfavorável dificultam a entrada no momento.

 

Parceria - Curso de Análise Técnica
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h Candles de Alta - Gráfico Diário h
BBAS3, BRTO4, CMET4, CSNA3, EBTP4, ELPL4, FESA4, FJTA4, GGBR4, GOAU4, IBOV, KLBN4, MAGS5, MNDL4, PETR3, PETR4, SDIA4, TBLE3, TLCP4, TMAR5, TMCP3, USIM5

n Candles de Indecisão - Gráfico Diário n 
CLSC6, CTAX4, TSPP4

 i Candles de Baixa - Gráfico Diário i
BOBR4, CCRO3, CPLE3, DASA3, EMBR3


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www.cjb.com.br

 

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OFERTAS EM ANÁLISE - AÇÕES - IPO

Fonte: CVM

PROCESSO EMISSORA ENTRADA
RJ/2005-07384 UNIVERSO ONLINE SA 19/10/2005
RJ/2005-07556 BrasilAgro - Companhia Brasileira de Propriedades Agrícolas 26/10/2005
RJ/2005-07665 CESP - COMPANHIA ENERGÉTICA DE SÃO PAULO 27/10/2005
RJ/2005-08609 COMPANHIA DE SANEAMENTO DE MINAS GERAIS 28/11/2005

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OFERTAS EM ANÁLISE - AÇÕES - IPO

Fonte: CVM

PROCESSO EMISSORA ENTRADA
RJ/2005-07384 UNIVERSO ONLINE SA 19/10/2005
RJ/2005-07556 BrasilAgro - Companhia Brasileira de Propriedades Agrícolas 26/10/2005
RJ/2005-07665 CESP - COMPANHIA ENERGÉTICA DE SÃO PAULO 27/10/2005
RJ/2005-08609 COMPANHIA DE SANEAMENTO DE MINAS GERAIS 28/11/2005

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Oferta de Ações - UOL

Relação de corretoras consorciadas, cronograma indicativo e outras informações da oferta

Os bancos Merrill Lynch de Investimentos S.A. (“Merrill Lynch”) e Pactual S.A. (“Pactual”) são os coordenadores da distribuição pública primária e secundária de ações ordinárias (“Coordenadores”) de emissão da Universo Online S.A. (“Companhia”)

Cronograma Indicativo

1 - Publicação do Aviso Mercado 28/11/2005
2 - Disponibilização do Prospecto Preliminar 28/11/2005
3 - Início das Apresentações de Roadshow 28/11/2005
4 - Início do Procedimento do Bookbuilding 28/11/2005
5 - Início e Encerramento do Período de Reserva para Pessoa Vinculada(2) 05/12/2005
6 - Início do Período de Reserva 05/12/2005
7 - Encerramento das apresentações de Roadshow 13/12/2005
8 - Encerramento do Período de Reserva 13/12/2005
9 - Encerramento do Procedimento de Bookbuilding 14/12/2005
10 - Fixação do Preço por Ação (princing) 14/12/2005
11 - Assinatura do Contrato de Distribuição 14/12/2005
12 - Registros da Oferta 15/12/2005
13 - Publicação do Anúncio de Início 15/12/2005
14 - Disponibilização do Prospecto Definitivo 15/12/2005
15 - Início do prazo de exercício da Opção de Ações Suplementares 16/12/2005
16 - Início de negociação das Ações objeto da Oferta 16/12/2005
17 - Data de Liquidação 20/12/2005
18 - Encerramento do prazo de exercício da Opção de Ações Suplementares 14/01/2006
19 - Publicação do Anúncio de Encerramento 23/01/2006

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Oferta de Ações - UOL

Relação de corretoras consorciadas, cronograma indicativo e outras informações da oferta

Os bancos Merrill Lynch de Investimentos S.A. (“Merrill Lynch”) e Pactual S.A. (“Pactual”) são os coordenadores da distribuição pública primária e secundária de ações ordinárias (“Coordenadores”) de emissão da Universo Online S.A. (“Companhia”)

Cronograma Indicativo

1 - Publicação do Aviso Mercado 28/11/2005
2 - Disponibilização do Prospecto Preliminar 28/11/2005
3 - Início das Apresentações de Roadshow 28/11/2005
4 - Início do Procedimento do Bookbuilding 28/11/2005
5 - Início e Encerramento do Período de Reserva para Pessoa Vinculada(2) 05/12/2005
6 - Início do Período de Reserva 05/12/2005
7 - Encerramento das apresentações de Roadshow 13/12/2005
8 - Encerramento do Período de Reserva 13/12/2005
9 - Encerramento do Procedimento de Bookbuilding 14/12/2005
10 - Fixação do Preço por Ação (princing) 14/12/2005
11 - Assinatura do Contrato de Distribuição 14/12/2005
12 - Registros da Oferta 15/12/2005
13 - Publicação do Anúncio de Início 15/12/2005
14 - Disponibilização do Prospecto Definitivo 15/12/2005
15 - Início do prazo de exercício da Opção de Ações Suplementares 16/12/2005
16 - Início de negociação das Ações objeto da Oferta 16/12/2005
17 - Data de Liquidação 20/12/2005
18 - Encerramento do prazo de exercício da Opção de Ações Suplementares 14/01/2006
19 - Publicação do Anúncio de Encerramento 23/01/2006

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Oferta - Tractebel Energia

Corretoras habilitadas, Aviso ao Mercado e outras informações sobre a oferta pública secundária de ações.

O Banco UBS S.A. (“UBS”) e o Banco Itaú BBA S.A. (“Itaú BBA”) são os coordenadores da distribuição pública secundária de ações ordinárias de emissão da Tractebel Energia S.A.

Cronograma Indicativo

1 - Publicação do Aviso ao Mercado
- Disponibilização do Prospecto Preliminar
- Início do Roadshow - Início do Procedimento de Bookbuilding
- Início da Negociação das Ações da Companhia no Novo Mercado 16/11/2005
2 - Início do Período de Reserva (incluindo para Pessoas Vinculadas) 23/11/2005
3 - Encerramento do Período de Reserva para Pessoas Vinculadas 24/11/2005
4 - Encerramento do Período de Reserva 06/12/2005
5 - Encerramento do Roadshow
- Encerramento do Procedimento de Bookbuilding
- Fixação do Preço por Ação
- Assinatura do Contrato de Distribuição 07/12/2005
6 - Publicação do Anúncio de Início da Oferta
- Início do Prazo para Exercício da Opção de Lote Suplementar 08/12/2005
7 - Início da Negociação das Ações Objeto da Oferta 09/12/2005
8 - Data de Liquidação 13/12/2005
9 - Final do Prazo para Exercício da Opção de Lote Suplementar 06/01/2006
10 - Publicação do Anúncio de Encerramento 13/01/2006

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Oferta - Tractebel Energia

Corretoras habilitadas, Aviso ao Mercado e outras informações sobre a oferta pública secundária de ações.

O Banco UBS S.A. (“UBS”) e o Banco Itaú BBA S.A. (“Itaú BBA”) são os coordenadores da distribuição pública secundária de ações ordinárias de emissão da Tractebel Energia S.A.

Cronograma Indicativo

1 - Publicação do Aviso ao Mercado
- Disponibilização do Prospecto Preliminar
- Início do Roadshow - Início do Procedimento de Bookbuilding
- Início da Negociação das Ações da Companhia no Novo Mercado 16/11/2005
2 - Início do Período de Reserva (incluindo para Pessoas Vinculadas) 23/11/2005
3 - Encerramento do Período de Reserva para Pessoas Vinculadas 24/11/2005
4 - Encerramento do Período de Reserva 06/12/2005
5 - Encerramento do Roadshow
- Encerramento do Procedimento de Bookbuilding
- Fixação do Preço por Ação
- Assinatura do Contrato de Distribuição 07/12/2005
6 - Publicação do Anúncio de Início da Oferta
- Início do Prazo para Exercício da Opção de Lote Suplementar 08/12/2005
7 - Início da Negociação das Ações Objeto da Oferta 09/12/2005
8 - Data de Liquidação 13/12/2005
9 - Final do Prazo para Exercício da Opção de Lote Suplementar 06/01/2006
10 - Publicação do Anúncio de Encerramento 13/01/2006

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Saiba mais sobre o UOL, mais nova empresa a lançar ações na Bovespa

Por: Fernanda Senra
28/11/05 - 12h22
InfoMoney

SÃO PAULO - Desde que a varejista online Submarino estreou na Bovespa, em março deste ano, o mercado aguardava a divulgação da oferta de ações da UOL, um dos principais portais de internet do Brasil. De fato, o portal, assim como o Submarino, tentou se preparar para vir o mercado em 1999, mas o estouro da bolha da internet levou ao adiamento dos planos.

Lançado em abril de 1996, o UOL provê acesso em mais de 3.000 localidades brasileiras e oferece também números locais de conexão em mais de 14 mil cidades no exterior. O número de assinantes pagantes é de mais de 1,44 milhão, sendo que, desde setembro de 1999, o UOL atua como portal e provedor de acesso também na Argentina.

Forte presença na internet brasileira
Em 2004, segundo o Ibope NetRatings, o UOL teve uma média de 7,130 milhões de visitantes únicos domiciliares mensais no Brasil, ficando em primeiro lugar no ranking dos maiores portais de conteúdo do país, representando cerca de 60% de alcance nesse mercado, ou seja, de cada dez pessoas que acessam a internet de casa, 6 visitam o UOL regularmente.

Considerando dados de setembro de 2005, a UOL registrou 7,56 milhões de usuários únicos, que representam cerca de 63% de todos os usuários da internet brasileira. A principal fonte de receitas da empresa fica com a assinatura de seus serviços de internet, que representou 83% da receita bruta nos nove primeiros meses do ano. Os demais 17% foram gerados por publicidade e serviços adicionais.

Indicadores financeiros
Na comparação entre o acumulado do ano até o terceiro trimestre, a receita líquida do UOL, entre 2004 e 2005, passou de R$ 303,9 milhões, para R$ 331,6 milhões, crescendo 9%. Um avanço bem mais expressivo pode ser visto no lucro operacional, que passou de R$ 0,9 milhão para R$ 91,3 milhões, na mesma base de comparação.

Apesar de apresentar um melhor resultado operacional, boa parte do forte crescimento do lucro líquido do UOL, que passou de R$ 2,1 milhões nos primeiros nove meses de 2004 para R$ 272,7 milhões no mesmo período de 2005, deve-se ao lançamento de R$ 175,2 milhões a crédito, referentes a Imposto de Renda e Contribuição Social diferidos.

A geração operacional de caixa, medida pelo Ebitda, atingiu R$ 86,4 milhões nos nove primeiros meses de 2005, um significativo crescimento de 164% frente aos R$ 32,7 milhões registrados no mesmo período de 2004. Assim, a empresa caminha para o segundo ano consecutivo de geração positiva de caixa, após as perdas registradas até 2003.

Estréia e participação acionária
Com sua estréia na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) marcada para o dia 16 de dezembro, o UOL está fazendo uma oferta de ações que, listadas no Nível 2 de Governança Corporativa da Bovespa, terão como diferencial um tag along de 100%, e deverão representar cerca de 20% do capital total do portal.

Após a oferta, os acionistas vendedores, a Folhapar S.A. e a Portugal Telecom SGPS S.A., atualmente detentores de 44,94% e 54,6% das ações preferenciais do UOL, passarão a deter 28,21% e 26,79% do total das ações deste tipo, respectivamente.

Em termos de ações com direito a voto, a Folhapar seguirá mantendo o controle, com 61,71% dos papéis ordinários. Os demais 38,29% continuarão em mãos, direta ou indiretamente da empresa portuguesa, com 24,63% de propriedade da Portugal Telecom SGPS S.A., e 13,66% com a Portugal Telecom Brasil S.A..

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Saiba mais sobre o UOL, mais nova empresa a lançar ações na Bovespa

Por: Fernanda Senra
28/11/05 - 12h22
InfoMoney

SÃO PAULO - Desde que a varejista online Submarino estreou na Bovespa, em março deste ano, o mercado aguardava a divulgação da oferta de ações da UOL, um dos principais portais de internet do Brasil. De fato, o portal, assim como o Submarino, tentou se preparar para vir o mercado em 1999, mas o estouro da bolha da internet levou ao adiamento dos planos.

Lançado em abril de 1996, o UOL provê acesso em mais de 3.000 localidades brasileiras e oferece também números locais de conexão em mais de 14 mil cidades no exterior. O número de assinantes pagantes é de mais de 1,44 milhão, sendo que, desde setembro de 1999, o UOL atua como portal e provedor de acesso também na Argentina.

Forte presença na internet brasileira
Em 2004, segundo o Ibope NetRatings, o UOL teve uma média de 7,130 milhões de visitantes únicos domiciliares mensais no Brasil, ficando em primeiro lugar no ranking dos maiores portais de conteúdo do país, representando cerca de 60% de alcance nesse mercado, ou seja, de cada dez pessoas que acessam a internet de casa, 6 visitam o UOL regularmente.

Considerando dados de setembro de 2005, a UOL registrou 7,56 milhões de usuários únicos, que representam cerca de 63% de todos os usuários da internet brasileira. A principal fonte de receitas da empresa fica com a assinatura de seus serviços de internet, que representou 83% da receita bruta nos nove primeiros meses do ano. Os demais 17% foram gerados por publicidade e serviços adicionais.

Indicadores financeiros
Na comparação entre o acumulado do ano até o terceiro trimestre, a receita líquida do UOL, entre 2004 e 2005, passou de R$ 303,9 milhões, para R$ 331,6 milhões, crescendo 9%. Um avanço bem mais expressivo pode ser visto no lucro operacional, que passou de R$ 0,9 milhão para R$ 91,3 milhões, na mesma base de comparação.

Apesar de apresentar um melhor resultado operacional, boa parte do forte crescimento do lucro líquido do UOL, que passou de R$ 2,1 milhões nos primeiros nove meses de 2004 para R$ 272,7 milhões no mesmo período de 2005, deve-se ao lançamento de R$ 175,2 milhões a crédito, referentes a Imposto de Renda e Contribuição Social diferidos.

A geração operacional de caixa, medida pelo Ebitda, atingiu R$ 86,4 milhões nos nove primeiros meses de 2005, um significativo crescimento de 164% frente aos R$ 32,7 milhões registrados no mesmo período de 2004. Assim, a empresa caminha para o segundo ano consecutivo de geração positiva de caixa, após as perdas registradas até 2003.

Estréia e participação acionária
Com sua estréia na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) marcada para o dia 16 de dezembro, o UOL está fazendo uma oferta de ações que, listadas no Nível 2 de Governança Corporativa da Bovespa, terão como diferencial um tag along de 100%, e deverão representar cerca de 20% do capital total do portal.

Após a oferta, os acionistas vendedores, a Folhapar S.A. e a Portugal Telecom SGPS S.A., atualmente detentores de 44,94% e 54,6% das ações preferenciais do UOL, passarão a deter 28,21% e 26,79% do total das ações deste tipo, respectivamente.

Em termos de ações com direito a voto, a Folhapar seguirá mantendo o controle, com 61,71% dos papéis ordinários. Os demais 38,29% continuarão em mãos, direta ou indiretamente da empresa portuguesa, com 24,63% de propriedade da Portugal Telecom SGPS S.A., e 13,66% com a Portugal Telecom Brasil S.A..

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Vale: Fator e Socopa avaliam os benefícios trazidos pela aquisição da Canico

Por: Marcello de Almeida
29/11/05 - 16h15
InfoMoney

SÃO PAULO - A aquisição do controle da mineradora canadense Canico, que foca suas operações na extração de níquel, representa uma acertada estratégia de diversificação de ativos da Companhia Vale do Rio Doce e deve trazer uma série de benefícios para as operações da maior exportadora de minério de ferro do mundo. Essa, pelo menos, é a opinião da Fator Corretora e Socopa.

Os analistas de ambas as instituições acreditam que a operação é importante devido ao bom desempenho dos preços do níquel, que se apresenta como um dos principais insumos de produção das siderúrgicas produtoras de aços especiais e inoxidáveis.

Além deste fator, sinergias operacionais bastante interessantes deverão ser obtidas. Dada a proximidade da mina de Onça da Puma, principal ativo da Canico, das minas já operadas pela Vale, os investimentos em logística devem ser reduzidos.

Criação de valor aos acionistas
Os analistas ressaltaram que a operação está em linha com as premissas do planejamento estratégico da Vale, que busca gerar valor aos acionistas e se tornar um dos maiores players no segmento de metais não ferrosos do mundo.

Com o desenvolvimento da produção de materiais alternativos, a Companhia Vale do Rio Doce reduzirá ainda a sua dependência em relação ao minério de ferro e pelotas, que representam cerca de 80% da geração de caixa da empresa.

Recomendação de "compra" é reforçada
Neste contexto, a recomendação de "compra" para as ações da companhia foi reforçada para investidores com perspectivas de médio/logo prazo. Os analisas da Socopa estão revisando as suas estimativas para a Vale e não divulgaram seus target prices.

Já o preço alvo para os próximos 12 meses dos analistas da Fator Corretora para as ações as preferenciais classe A e ordinárias da Vale ficou em R$ 105,00 e R$ 126,00, respectivamente.

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Vale: Fator e Socopa avaliam os benefícios trazidos pela aquisição da Canico

Por: Marcello de Almeida
29/11/05 - 16h15
InfoMoney

SÃO PAULO - A aquisição do controle da mineradora canadense Canico, que foca suas operações na extração de níquel, representa uma acertada estratégia de diversificação de ativos da Companhia Vale do Rio Doce e deve trazer uma série de benefícios para as operações da maior exportadora de minério de ferro do mundo. Essa, pelo menos, é a opinião da Fator Corretora e Socopa.

Os analistas de ambas as instituições acreditam que a operação é importante devido ao bom desempenho dos preços do níquel, que se apresenta como um dos principais insumos de produção das siderúrgicas produtoras de aços especiais e inoxidáveis.

Além deste fator, sinergias operacionais bastante interessantes deverão ser obtidas. Dada a proximidade da mina de Onça da Puma, principal ativo da Canico, das minas já operadas pela Vale, os investimentos em logística devem ser reduzidos.

Criação de valor aos acionistas
Os analistas ressaltaram que a operação está em linha com as premissas do planejamento estratégico da Vale, que busca gerar valor aos acionistas e se tornar um dos maiores players no segmento de metais não ferrosos do mundo.

Com o desenvolvimento da produção de materiais alternativos, a Companhia Vale do Rio Doce reduzirá ainda a sua dependência em relação ao minério de ferro e pelotas, que representam cerca de 80% da geração de caixa da empresa.

Recomendação de "compra" é reforçada
Neste contexto, a recomendação de "compra" para as ações da companhia foi reforçada para investidores com perspectivas de médio/logo prazo. Os analisas da Socopa estão revisando as suas estimativas para a Vale e não divulgaram seus target prices.

Já o preço alvo para os próximos 12 meses dos analistas da Fator Corretora para as ações as preferenciais classe A e ordinárias da Vale ficou em R$ 105,00 e R$ 126,00, respectivamente.

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domingo, novembro 27

Mercado a termo: conheça as vantagens oferecidas por essa modalidade de aplicação

Marcello de Almeida, 25/11/05, InfoMoney


SÃO PAULO - Com o intuito de suprir as mais variadas necessidades e objetivos, o mercado de capitais brasileiro oferece aos aplicadores uma série de alternativas de investimento. Uma opção não muito conhecida, mas em crescimento, é a compra e venda de ações no mercado a termo.

Em poucas palavras, a negociação de um papel a termo consiste na compra ou venda de ativos para liquidação futura. Dessa forma, acerta-se previamente a cotação do produto negociado, uma determinada ação, por exemplo, com a garantia de que na data acertada o comprador entregará o valor contratado e o vendedor o ativo em questão.

O papel da margem
Para realizar uma operação a termo, é necessário depositar uma margem, que, no momento inicial, corresponde à diferença entre o preço a vista e o preço a termo do papel, acrescido de um montante para cobrir eventuais variações do ativo no pregão seguinte. Este montante varia, mas é menor para papéis com volatilidade mais baixa e maior liquidez.

Caso o preço do ativo siga em direção contrária à esperada pelo investidor, ele terá que aumentar o montante da margem, de forma a fornecer uma maior garantia à operação. Vale lembrar que no mercado brasileiro é possível prestar garantia à operação também na forma de cobertura, ou seja, depositando os papéis na CBLC, o que dispensa o vendedor de fornecer outras garantias adicionais.

Quais as vantagens de se investir no mercado a termo?
O mercado a termo oferece uma série de vantagens, uma vez que através deste tipo de contrato os investidores podem proteger preços de compra e venda de um ativo, além de diversificar riscos de uma carteira de investimentos. E o mais importante: muitas vezes com poucos recursos.

Vamos supor que um investidor acredite que o preço de uma ação vá subir em um determinado período, mas não tenha ou queira aplicar no momento uma quantia elevada na compra do papel. Este pode fixar o preço de compra ao adquirir tais papéis no mercado a termo, pagando apenas uma margem e obtendo lucros com a valorização das ações.

Diversificação de riscos e alavancagem financeira
Como os negócios no mercado a termo são realizados mediante o depósito de margens, com o valor total da operação sendo repassado apenas na data de conclusão da mesma, a compra de contratos a termo também possibilita aos investidores a aquisição de um número maior de papéis mediante ao uso de um volume menor de recursos.

Ao invés de alocar todo o dinheiro disponível em apenas uma ação, o aplicador pode investir a mesma quantia em um número maior de ativos considerados atrativos, assumindo menores riscos, pois uma eventual queda de uma ação pode ser compensada pela valorização das outras.

Maximizando ganhos e operações de financiamento
Dependendo do objetivo do investidor, a venda de um ativo no mercado a termo também pode se apresentar como uma alternativa interessante. Da mesma forma que se pode proteger o preço de compra de uma ação, o preço de venda de um ativo pode ser determinado. Vamos supor que um investidor já esteja satisfeito com a valorização de um determinado papel e queira vendê-lo, mas não necessita dos recursos no momento.

Este pode negociar tais ações no mercado a termo e elevar os seus ganhos, pois serão recebidos os juros de um período além do preço a vista de tal ação. Neste contexto, o investidor também pode realizar uma operação de financiamento, comprando uma ação no mercado a vista e vendendo a termo, com o objetivo de ganhar com a diferença entre os preços a vista e a termo.

A negociação de contratos a termo pode ser utilizada ainda para a obtenção momentânea de recursos. Um investidor que possua uma carteira de ações e precise dinheiro no curto prazo, mas não queira se desfazer de nenhuma ação, pode vender a vista e comprar a termo, operação que geraria caixa sem o desmonte de posição.

Cabe citar que existem estratégias mais sofisticadas de investimento, onde uma operação de compra e venda de contratos a termo pode ser casada com operações nos mercados à vista e de opções, o que vale a pena ser explorado em novo artigo.

Riscos
Se o mercados a termo apresenta diversas vantagens, é sempre importante destacar que também existem riscos adicionais neste tipo de aplicação. Além dos riscos já normalmente associados ao mercado de ações, o investimento em termo traz também a questão da alavancagem.

Pelo fato de o mercado a termo permitir a aplicação de valores menores com alavancagem, muitos investidores acabam perdendo a dimensão de qual sua exposição efetiva ao mercado. Com isso, os riscos acabam multiplicados. Portanto, vale sempre lembrar que, mesmo com todas as vantagens apresentadas, o mercado a termo traz riscos ainda maiores que o mercado a vista, sendo recomendado apenas para investidores de perfil agressivo.  

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Mercado a termo: conheça as vantagens oferecidas por essa modalidade de aplicação

Marcello de Almeida, 25/11/05, InfoMoney


SÃO PAULO - Com o intuito de suprir as mais variadas necessidades e objetivos, o mercado de capitais brasileiro oferece aos aplicadores uma série de alternativas de investimento. Uma opção não muito conhecida, mas em crescimento, é a compra e venda de ações no mercado a termo.

Em poucas palavras, a negociação de um papel a termo consiste na compra ou venda de ativos para liquidação futura. Dessa forma, acerta-se previamente a cotação do produto negociado, uma determinada ação, por exemplo, com a garantia de que na data acertada o comprador entregará o valor contratado e o vendedor o ativo em questão.

O papel da margem
Para realizar uma operação a termo, é necessário depositar uma margem, que, no momento inicial, corresponde à diferença entre o preço a vista e o preço a termo do papel, acrescido de um montante para cobrir eventuais variações do ativo no pregão seguinte. Este montante varia, mas é menor para papéis com volatilidade mais baixa e maior liquidez.

Caso o preço do ativo siga em direção contrária à esperada pelo investidor, ele terá que aumentar o montante da margem, de forma a fornecer uma maior garantia à operação. Vale lembrar que no mercado brasileiro é possível prestar garantia à operação também na forma de cobertura, ou seja, depositando os papéis na CBLC, o que dispensa o vendedor de fornecer outras garantias adicionais.

Quais as vantagens de se investir no mercado a termo?
O mercado a termo oferece uma série de vantagens, uma vez que através deste tipo de contrato os investidores podem proteger preços de compra e venda de um ativo, além de diversificar riscos de uma carteira de investimentos. E o mais importante: muitas vezes com poucos recursos.

Vamos supor que um investidor acredite que o preço de uma ação vá subir em um determinado período, mas não tenha ou queira aplicar no momento uma quantia elevada na compra do papel. Este pode fixar o preço de compra ao adquirir tais papéis no mercado a termo, pagando apenas uma margem e obtendo lucros com a valorização das ações.

Diversificação de riscos e alavancagem financeira
Como os negócios no mercado a termo são realizados mediante o depósito de margens, com o valor total da operação sendo repassado apenas na data de conclusão da mesma, a compra de contratos a termo também possibilita aos investidores a aquisição de um número maior de papéis mediante ao uso de um volume menor de recursos.

Ao invés de alocar todo o dinheiro disponível em apenas uma ação, o aplicador pode investir a mesma quantia em um número maior de ativos considerados atrativos, assumindo menores riscos, pois uma eventual queda de uma ação pode ser compensada pela valorização das outras.

Maximizando ganhos e operações de financiamento
Dependendo do objetivo do investidor, a venda de um ativo no mercado a termo também pode se apresentar como uma alternativa interessante. Da mesma forma que se pode proteger o preço de compra de uma ação, o preço de venda de um ativo pode ser determinado. Vamos supor que um investidor já esteja satisfeito com a valorização de um determinado papel e queira vendê-lo, mas não necessita dos recursos no momento.

Este pode negociar tais ações no mercado a termo e elevar os seus ganhos, pois serão recebidos os juros de um período além do preço a vista de tal ação. Neste contexto, o investidor também pode realizar uma operação de financiamento, comprando uma ação no mercado a vista e vendendo a termo, com o objetivo de ganhar com a diferença entre os preços a vista e a termo.

A negociação de contratos a termo pode ser utilizada ainda para a obtenção momentânea de recursos. Um investidor que possua uma carteira de ações e precise dinheiro no curto prazo, mas não queira se desfazer de nenhuma ação, pode vender a vista e comprar a termo, operação que geraria caixa sem o desmonte de posição.

Cabe citar que existem estratégias mais sofisticadas de investimento, onde uma operação de compra e venda de contratos a termo pode ser casada com operações nos mercados à vista e de opções, o que vale a pena ser explorado em novo artigo.

Riscos
Se o mercados a termo apresenta diversas vantagens, é sempre importante destacar que também existem riscos adicionais neste tipo de aplicação. Além dos riscos já normalmente associados ao mercado de ações, o investimento em termo traz também a questão da alavancagem.

Pelo fato de o mercado a termo permitir a aplicação de valores menores com alavancagem, muitos investidores acabam perdendo a dimensão de qual sua exposição efetiva ao mercado. Com isso, os riscos acabam multiplicados. Portanto, vale sempre lembrar que, mesmo com todas as vantagens apresentadas, o mercado a termo traz riscos ainda maiores que o mercado a vista, sendo recomendado apenas para investidores de perfil agressivo.  

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sexta-feira, novembro 25

Psicologia e finanças: união de forças pode ajudá-lo na hora de investir

Fernanda de Lima, 23/11/05, InfoMoney



SÃO PAULO - Cada vez mais os pesquisadores procuram explicar por que, às vezes, os investidores se comportam de forma irracional. Batizada de Finanças Comportamentais, a nova área de estudo vem atraindo o interesse tanto de investidores individuais, quanto dos institucionais.

Afinal, os aspectos psicológicos não afetam apenas o investidor individual, mas também o grupo de investidores, ou seja, o mercado. Em alguns casos, o viés do mercado gera erros na avaliação dos ativos financeiros, o que acaba oferecendo boas oportunidades de investimento. Porém, para aproveitar estas oportunidades, é preciso entender a natureza destes erros de julgamento. Abaixo abordamos cinco erros mais comuns cometidos pelos investidores.

Excesso de confiança
Pessoas excessivamente confiantes negociam
de forma mais ativa, efetuando um número maior de operações de compra e venda de títulos e/ou ações. Como era de se esperar, os homens são mais suscetíveis ao excesso de confiança. Estudos elaborados no mercado norte-americano sugerem que eles negociam, em média, 45% mais do que as mulheres, sendo que este percentual é ainda maior entre os homens solteiros (67%).

Porém, como negociar implica em custos, esta postura acaba prejudicando o retorno da carteira. Estudo elaborado por uma corretora de valores norte-americana constatou que, para um determinado período de tempo, enquanto o S&P 500 registrou alta anual média de 17,9%, o retorno médio anual da carteira de ações dos investidores que negociam intensamente foi de 11,4%.

E para quem investe baseado na opinião de analistas, vale a dica: eles também estão sujeitos aos mesmos vieses psicológicos, sobretudo, o de excesso de confiança. Daí a importância de se avaliar estas recomendações com cautela e, como diz Warren Buffett, ter a sua própria opinião. Fique atento, sobretudo, aos casos de excesso de otimismo ou pessimismo com relação a um determinado ativo.

Medo de errar
Outro erro de julgamento que pode afetar sua capacidade de tomar decisões de investimento é o medo de errar. Não deixe que o medo de sofrer com um erro tenha um peso desproporcional na sua tomada de decisão.

Temendo errar, um investidor pode acabar adiando a decisão de vender uma ação com fundamentos ruins, o que só piora a sua situação. A venda da ação colocaria um fim ao sofrimento, mas diante do medo o investidor prolonga este sentimento. Da mesma forma, o investidor pode ser levado a vender muito rapidamente uma ação com bom potencial, pois teme que a tendência de alta se reverta.

É interessante notar que este comportamento individual afeta o desempenho do mercado e cria oportunidades para quem o entende. Como? Simples. Em geral, os investidores tendem a manter "ações ruins" por um tempo mais longo, pois acreditam em uma recuperação, e isso acaba fazendo com que a queda do preço desta ação seja mais lenta. Por outro lado, a venda precipitada de ações com bom potencial acaba reduzindo o ritmo de alta dos papéis.

Em ambos os casos, o investidor pode ganhar com esta tendência. A lição aqui é clara: somente através do entendimento dos fundamentos você pode identificar quando uma tendência de alta (baixa) é temporária ou fruto de uma nova realidade da empresa. Em caso de uma fraqueza nos fundamentos, o ideal é que você assuma o erro e saia o quanto antes, de forma a reduzir suas perdas.

Dissonância cognitiva
Segundo os psicólogos, o medo de errar também leva o investidor a evitar informações conflitantes. A isso se chama dissonância cognitiva. Assim, quando toma uma decisão, o investidor evita obter informações que possam levá-lo a se arrepender. Ou seja, temendo errar, ele, irracionalmente, filtra a informação recebida depois que tomou a sua decisão.

Para ilustrar melhor este tipo de situação, imagine uma pessoa que acabou de comprar um carro. Na maioria dos casos, a tendência é que evite os anúncios de veículos semelhantes por medo de constatar que não tomou a melhor decisão. Em alguns casos, a pessoa até recebe e absorve a informação, mas não atribui a ela a importância necessária. A melhor forma de evitar este tipo de erro de julgamento é manter-se aberto às opiniões contrárias: procure entendê-las antes de tomar uma decisão de investimento. Seja disciplinado: antes de investir faça uma lista do por que tomou a decisão, e reveja periodicamente estes argumentos para avaliar sua validade. Se as razões que justificaram sua decisão não existem mais, então o melhor é admitir o erro e vender. Lembre-se, a sua pesquisa não acaba com a decisão de comprar: o quanto antes identificar um erro, menores serão suas perdas!

Ancoragem
Até agora, as características analisadas estão associadas aos sentimentos e emoções dos investidores. Porém, alguns erros são cometidos porque tomamos atalhos na hora de decidir. Ao abordar problemas complexos, nosso cérebro define um ponto de referência inicial (ou âncora), o qual não é alterado significativamente mesmo com o surgimento de novas informações.

Agindo desta forma, nosso cérebro consegue reduzir um problema complexo - a necessidade de reavaliar toda a informação sempre que novos dados surgem, por outro mais simples - rever as conclusões iniciais com base na nova informação. A diferença pode parecer pequena, mas se considerarmos que a nova informação poderia alterar a conclusão inicial, não é difícil entender como isso pode afetar nossas decisões de investimento.

A ancoragem explica, por exemplo, o porquê de alguns investidores seguirem a estratégia de comprar, sempre que uma ação cai muito. Para estes investidores, o último preço é considerado como um indicador de valor, daí, portanto, comprar a um preço mais baixo parece uma decisão correta. Porém, isso nem sempre é verdade.

Os psicólogos alertam que os investidores tendem a usar informações recentes (preço, crescimento de lucro, etc.) como âncoras. Isso acaba retardando a revisão do valor de uma ação, e pode induzir o investidor ao erro, pois ações de baixo potencial de crescimento podem ser vistas como baratas, enquanto ações de empresas com bom potencial, podem ser consideradas caras.

Representatividade
Outro mecanismo usado pelo nosso cérebro para facilitar nossas decisões se chama representatividade. Através dela somos levados a acreditar que coisas que compartilham algumas qualidades em comum são bastante parecidas. O grande problema é que, em geral, esta constatação é feita com base em poucos fatores.

Assim, o mecanismo de representatividade pode levar um investidor a considerar semelhante duas empresas que apresentaram um resultado ruim, o que nem sempre é verdade. Em geral, os investidores tendem a agrupar as ações com base em algumas poucas características, o que pode induzir erros de julgamento.

Assim como no caso da ancoragem, a representatividade também pode adiar uma reavaliação da ação. Se, no passado, uma ação foi considerada ruim devido aos fracos resultados, mesmo que tenha conseguido recuperar-se, a percepção dos investidores demora a mudar. Ou seja, esta ação deve continuar sendo vista como ruim, mesmo que agora isso não mais seja verdade. O inverso também é válido, e pode levar uma ação a continuar sendo considerada como boa, apesar dos seus fundamentos terem alterado.

É através destas discrepâncias entre o valor efetivo da ação e a percepção dos investidores sobre o papel, que o investidor informado e racional pode obter boas oportunidades de investimento. À medida que o investidor entende os fatores psicológicos que levam a essa discrepância, conseguem identificar boas oportunidades de investimento.


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Psicologia e finanças: união de forças pode ajudá-lo na hora de investir

Fernanda de Lima, 23/11/05, InfoMoney



SÃO PAULO - Cada vez mais os pesquisadores procuram explicar por que, às vezes, os investidores se comportam de forma irracional. Batizada de Finanças Comportamentais, a nova área de estudo vem atraindo o interesse tanto de investidores individuais, quanto dos institucionais.

Afinal, os aspectos psicológicos não afetam apenas o investidor individual, mas também o grupo de investidores, ou seja, o mercado. Em alguns casos, o viés do mercado gera erros na avaliação dos ativos financeiros, o que acaba oferecendo boas oportunidades de investimento. Porém, para aproveitar estas oportunidades, é preciso entender a natureza destes erros de julgamento. Abaixo abordamos cinco erros mais comuns cometidos pelos investidores.

Excesso de confiança
Pessoas excessivamente confiantes negociam
de forma mais ativa, efetuando um número maior de operações de compra e venda de títulos e/ou ações. Como era de se esperar, os homens são mais suscetíveis ao excesso de confiança. Estudos elaborados no mercado norte-americano sugerem que eles negociam, em média, 45% mais do que as mulheres, sendo que este percentual é ainda maior entre os homens solteiros (67%).

Porém, como negociar implica em custos, esta postura acaba prejudicando o retorno da carteira. Estudo elaborado por uma corretora de valores norte-americana constatou que, para um determinado período de tempo, enquanto o S&P 500 registrou alta anual média de 17,9%, o retorno médio anual da carteira de ações dos investidores que negociam intensamente foi de 11,4%.

E para quem investe baseado na opinião de analistas, vale a dica: eles também estão sujeitos aos mesmos vieses psicológicos, sobretudo, o de excesso de confiança. Daí a importância de se avaliar estas recomendações com cautela e, como diz Warren Buffett, ter a sua própria opinião. Fique atento, sobretudo, aos casos de excesso de otimismo ou pessimismo com relação a um determinado ativo.

Medo de errar
Outro erro de julgamento que pode afetar sua capacidade de tomar decisões de investimento é o medo de errar. Não deixe que o medo de sofrer com um erro tenha um peso desproporcional na sua tomada de decisão.

Temendo errar, um investidor pode acabar adiando a decisão de vender uma ação com fundamentos ruins, o que só piora a sua situação. A venda da ação colocaria um fim ao sofrimento, mas diante do medo o investidor prolonga este sentimento. Da mesma forma, o investidor pode ser levado a vender muito rapidamente uma ação com bom potencial, pois teme que a tendência de alta se reverta.

É interessante notar que este comportamento individual afeta o desempenho do mercado e cria oportunidades para quem o entende. Como? Simples. Em geral, os investidores tendem a manter "ações ruins" por um tempo mais longo, pois acreditam em uma recuperação, e isso acaba fazendo com que a queda do preço desta ação seja mais lenta. Por outro lado, a venda precipitada de ações com bom potencial acaba reduzindo o ritmo de alta dos papéis.

Em ambos os casos, o investidor pode ganhar com esta tendência. A lição aqui é clara: somente através do entendimento dos fundamentos você pode identificar quando uma tendência de alta (baixa) é temporária ou fruto de uma nova realidade da empresa. Em caso de uma fraqueza nos fundamentos, o ideal é que você assuma o erro e saia o quanto antes, de forma a reduzir suas perdas.

Dissonância cognitiva
Segundo os psicólogos, o medo de errar também leva o investidor a evitar informações conflitantes. A isso se chama dissonância cognitiva. Assim, quando toma uma decisão, o investidor evita obter informações que possam levá-lo a se arrepender. Ou seja, temendo errar, ele, irracionalmente, filtra a informação recebida depois que tomou a sua decisão.

Para ilustrar melhor este tipo de situação, imagine uma pessoa que acabou de comprar um carro. Na maioria dos casos, a tendência é que evite os anúncios de veículos semelhantes por medo de constatar que não tomou a melhor decisão. Em alguns casos, a pessoa até recebe e absorve a informação, mas não atribui a ela a importância necessária. A melhor forma de evitar este tipo de erro de julgamento é manter-se aberto às opiniões contrárias: procure entendê-las antes de tomar uma decisão de investimento. Seja disciplinado: antes de investir faça uma lista do por que tomou a decisão, e reveja periodicamente estes argumentos para avaliar sua validade. Se as razões que justificaram sua decisão não existem mais, então o melhor é admitir o erro e vender. Lembre-se, a sua pesquisa não acaba com a decisão de comprar: o quanto antes identificar um erro, menores serão suas perdas!

Ancoragem
Até agora, as características analisadas estão associadas aos sentimentos e emoções dos investidores. Porém, alguns erros são cometidos porque tomamos atalhos na hora de decidir. Ao abordar problemas complexos, nosso cérebro define um ponto de referência inicial (ou âncora), o qual não é alterado significativamente mesmo com o surgimento de novas informações.

Agindo desta forma, nosso cérebro consegue reduzir um problema complexo - a necessidade de reavaliar toda a informação sempre que novos dados surgem, por outro mais simples - rever as conclusões iniciais com base na nova informação. A diferença pode parecer pequena, mas se considerarmos que a nova informação poderia alterar a conclusão inicial, não é difícil entender como isso pode afetar nossas decisões de investimento.

A ancoragem explica, por exemplo, o porquê de alguns investidores seguirem a estratégia de comprar, sempre que uma ação cai muito. Para estes investidores, o último preço é considerado como um indicador de valor, daí, portanto, comprar a um preço mais baixo parece uma decisão correta. Porém, isso nem sempre é verdade.

Os psicólogos alertam que os investidores tendem a usar informações recentes (preço, crescimento de lucro, etc.) como âncoras. Isso acaba retardando a revisão do valor de uma ação, e pode induzir o investidor ao erro, pois ações de baixo potencial de crescimento podem ser vistas como baratas, enquanto ações de empresas com bom potencial, podem ser consideradas caras.

Representatividade
Outro mecanismo usado pelo nosso cérebro para facilitar nossas decisões se chama representatividade. Através dela somos levados a acreditar que coisas que compartilham algumas qualidades em comum são bastante parecidas. O grande problema é que, em geral, esta constatação é feita com base em poucos fatores.

Assim, o mecanismo de representatividade pode levar um investidor a considerar semelhante duas empresas que apresentaram um resultado ruim, o que nem sempre é verdade. Em geral, os investidores tendem a agrupar as ações com base em algumas poucas características, o que pode induzir erros de julgamento.

Assim como no caso da ancoragem, a representatividade também pode adiar uma reavaliação da ação. Se, no passado, uma ação foi considerada ruim devido aos fracos resultados, mesmo que tenha conseguido recuperar-se, a percepção dos investidores demora a mudar. Ou seja, esta ação deve continuar sendo vista como ruim, mesmo que agora isso não mais seja verdade. O inverso também é válido, e pode levar uma ação a continuar sendo considerada como boa, apesar dos seus fundamentos terem alterado.

É através destas discrepâncias entre o valor efetivo da ação e a percepção dos investidores sobre o papel, que o investidor informado e racional pode obter boas oportunidades de investimento. À medida que o investidor entende os fatores psicológicos que levam a essa discrepância, conseguem identificar boas oportunidades de investimento.


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Análise para o dia 28 de novembro

Análise para 28 de novembro

   Ibovespa fecha em queda de 0,07% com 31.919 pontos e volume financeiro de 1,05 bilhão. Analisando o gráfico semanal do Ibovespa, vemos que o parabólico voltou a sinalizar tendência de alta e o rompimento da atual resistência (32.051) projeta 34.300 pontos (linha vermelha pontilhada). O movimento direcional indica tendência de alta desde agosto, mas o DI+ continua muito próximo ao DI- e o ADX ainda indica pouca força desta tendência. Gráfico do Ibovespa semanal.

   TNLP4 - Encontra-se dentro de um canal de alta bem definido com resistência inicial em 42,30, objetivo do topo do canal em 44 reais e suporte em 40,30. Estudo de travas com opções:

  Trava de baixa (TNLPL40 -1000 , TNLPL42 +1000) - Recebe 1.390 reais para montar e ganha este valor com TNLP4 abaixo de 39,93 no vencimento. Risco/retorno bom, é o tipo de operação para quem aposta que o Ibovespa e TNLP4 já alcançaram o objetivo e irão realizar até o fim do ano. Comprados em outros ativos também podem montar esta trava como hedge.

  Financiamento / Lançamento coberto (TNLP4 +1000 , TNLPL40 -1000) - Custando 39.290 reais para montar, ganha 640 reais (1,63%) com TNLP4 acima de 39,93 no vencimento. Esta taxa de financiamento está muito baixa, semana passada era de 5%. Atualmente a melhor taxa de financiamento é a da Embratel.

   BRKM5 - Gerou compra ao romper a cabeça do pivot de alta em 20,80. Está recuperando também antiga LTA com início em 24/05/04 e entrou em tendência de alta pelo cruzamento das MM21/5 na terça-feira. Projeção de 25,98 no médio prazo e stop em 18,78.

   EBTP4 - Quarto dia consecutivo de alta, sendo que estas duas últimas altas foram sem volume. Está atualmente num triângulo ascendente e é importante que o rompimento da resistência de 6,13 seja com volume, podendo gerar uma nova entrada.

   TCSL3 - Nesta semana apresentou 3 fortes altas com volume acima da média diária e saiu da congestão em que se encontrava há 3 meses. Conservadores devem aguardar um recuo até a antiga resistência e formação de candle de reversão para efetuar compras.

 

Parceria - Curso de Análise Técnica
Curso intensivo de Análise Técnica no Rio de Janeiro em 10 e 11 de dezembro.
Confira mais informações aqui.


h Candles de Alta - Gráfico Semanal h
CPLE3

n Candles de Indecisão - Gráfico Semanal n 
MYPK4, NATU3, NETC4

 i Candles de Baixa - Gráfico Semanal i
CLSC6, PMAM4, TRPL4


Download do metastock de 25 de novembro
Clique aqui


Veja mais detalhes das operações aqui mencionadas em nosso site
www.cjb.com.br

 

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Análise para o dia 28 de novembro

Análise para 28 de novembro

   Ibovespa fecha em queda de 0,07% com 31.919 pontos e volume financeiro de 1,05 bilhão. Analisando o gráfico semanal do Ibovespa, vemos que o parabólico voltou a sinalizar tendência de alta e o rompimento da atual resistência (32.051) projeta 34.300 pontos (linha vermelha pontilhada). O movimento direcional indica tendência de alta desde agosto, mas o DI+ continua muito próximo ao DI- e o ADX ainda indica pouca força desta tendência. Gráfico do Ibovespa semanal.

   TNLP4 - Encontra-se dentro de um canal de alta bem definido com resistência inicial em 42,30, objetivo do topo do canal em 44 reais e suporte em 40,30. Estudo de travas com opções:

  Trava de baixa (TNLPL40 -1000 , TNLPL42 +1000) - Recebe 1.390 reais para montar e ganha este valor com TNLP4 abaixo de 39,93 no vencimento. Risco/retorno bom, é o tipo de operação para quem aposta que o Ibovespa e TNLP4 já alcançaram o objetivo e irão realizar até o fim do ano. Comprados em outros ativos também podem montar esta trava como hedge.

  Financiamento / Lançamento coberto (TNLP4 +1000 , TNLPL40 -1000) - Custando 39.290 reais para montar, ganha 640 reais (1,63%) com TNLP4 acima de 39,93 no vencimento. Esta taxa de financiamento está muito baixa, semana passada era de 5%. Atualmente a melhor taxa de financiamento é a da Embratel.

   BRKM5 - Gerou compra ao romper a cabeça do pivot de alta em 20,80. Está recuperando também antiga LTA com início em 24/05/04 e entrou em tendência de alta pelo cruzamento das MM21/5 na terça-feira. Projeção de 25,98 no médio prazo e stop em 18,78.

   EBTP4 - Quarto dia consecutivo de alta, sendo que estas duas últimas altas foram sem volume. Está atualmente num triângulo ascendente e é importante que o rompimento da resistência de 6,13 seja com volume, podendo gerar uma nova entrada.

   TCSL3 - Nesta semana apresentou 3 fortes altas com volume acima da média diária e saiu da congestão em que se encontrava há 3 meses. Conservadores devem aguardar um recuo até a antiga resistência e formação de candle de reversão para efetuar compras.

 

Parceria - Curso de Análise Técnica
Curso intensivo de Análise Técnica no Rio de Janeiro em 10 e 11 de dezembro.
Confira mais informações aqui.


h Candles de Alta - Gráfico Semanal h
CPLE3

n Candles de Indecisão - Gráfico Semanal n 
MYPK4, NATU3, NETC4

 i Candles de Baixa - Gráfico Semanal i
CLSC6, PMAM4, TRPL4


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quarta-feira, novembro 23

Evite prejuízos: aprenda a identificar quando a venda de uma ação é a melhor saída

Marcello de Almeida, 01/11/05, InfoMoney

 

SÃO PAULO - A maioria dos analistas e profissionais de mercado financeiro recomenda que o investimento em ações deve ser realizado com uma mentalidade de longo prazo, onde apenas papéis de empresas com sólidos fundamentos, bem administradas, comprometidas com boas práticas de governança corporativa e, principalmente, com potencial contínuo de crescimento, devem ser adquiridos.

Assim, após a compra de um papel, a preocupação do investidor deve ser a de elevar suas posições investindo, mesmo que pequenas quantias, periodicamente, como, por exemplo, em um plano de previdência. Esse seria um dos melhores caminhos para se obter bons resultados no mercado de renda variável. Resumindo: recomenda-se montar uma carteira sólida, modificando a composição desta poucas vezes no decorrer dos anos.

No entanto, alterações de cenários podem fazer uma boa opção de investimento perder sua atratividade. Ou, em outros casos, uma ação que não apresentava as melhores perspectivas se transforma em uma interessante alternativa de investimento. Neste contexto, o INI (Instituto Nacional dos Investidores) dedicou um dos capítulos do seu Guia Oficial para auxiliar os investidores, descrevendo quais são os legítimos motivos para a venda de uma ação.

Capacidade administrativa, lucros e quadro financeiro
Em um primeiro quesito, o instituto recomenda a avaliação continua da capacidade administrativa da empresa. Mudanças desfavoráveis podem transformar uma boa opção de investimento em uma grande dor de cabeça. Neste caso, devido à dificuldade para avaliar a competência de uma nova administração, a opinião de profissionais de mercado pode ser bastante útil.

Além disso, uma tendência decrescente de margens de lucro deve ser analisada mais de perto, assim como a deterioração do quadro financeiro. A questão é saber se essa trajetória é passageira ou se tende a permanecer, uma vez que uma companhia pode enfrentar um ou mais anos de lucros estagnados com crescimento das dívidas.

Mercado de atuação e economia
Outro ponto importante está relacionado às perspectivas para o mercado de atuação da companhia e crescimento da concorrência de seu setor. Mesmo que uma empresa seja bem administrada e esteja financeiramente saudável, a redução da demanda ou o crescimento da oferta de produtos similares e/ou substitutos podem prejudicar os ganhos futuros. Neste contexto, o investimento em ações de uma empresa com portfólio pouco diversificado e muito dependente de um único produto deve ser sempre reavaliado.

A qualidade de uma ação também pode mudar em função de circunstâncias econômicas. Por exemplo: se o gasto com matéria prima subir muito sem que os preços dos produtos vendidos acompanhem tal evolução, os ganhos futuros da companhia fatalmente serão afetados.

Recompensa por anos de investimentos
Além destes fatores, o INI ressalta que a manutenção do equilíbrio por tamanho das empresas das ações que compõem uma carteira é importante. Assim, a recomendação é manter 25% de ações de empresas pequenas e com altas taxas de crescimento e o mesmo percentual em empresas de grande porte, sendo que o restante deve ser locado em companhias de médio porte.

Finalizando, a recompensa por anos de investimentos bem-sucedidos, onde os ganhos serão aplicados, por exemplo, na compra de uma casa própria, na educação de um filho ou na realização de um grande sonho, sem dúvida se apresenta como um legítimo motivo para a venda de uma ação.

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Evite prejuízos: aprenda a identificar quando a venda de uma ação é a melhor saída

Marcello de Almeida, 01/11/05, InfoMoney

 

SÃO PAULO - A maioria dos analistas e profissionais de mercado financeiro recomenda que o investimento em ações deve ser realizado com uma mentalidade de longo prazo, onde apenas papéis de empresas com sólidos fundamentos, bem administradas, comprometidas com boas práticas de governança corporativa e, principalmente, com potencial contínuo de crescimento, devem ser adquiridos.

Assim, após a compra de um papel, a preocupação do investidor deve ser a de elevar suas posições investindo, mesmo que pequenas quantias, periodicamente, como, por exemplo, em um plano de previdência. Esse seria um dos melhores caminhos para se obter bons resultados no mercado de renda variável. Resumindo: recomenda-se montar uma carteira sólida, modificando a composição desta poucas vezes no decorrer dos anos.

No entanto, alterações de cenários podem fazer uma boa opção de investimento perder sua atratividade. Ou, em outros casos, uma ação que não apresentava as melhores perspectivas se transforma em uma interessante alternativa de investimento. Neste contexto, o INI (Instituto Nacional dos Investidores) dedicou um dos capítulos do seu Guia Oficial para auxiliar os investidores, descrevendo quais são os legítimos motivos para a venda de uma ação.

Capacidade administrativa, lucros e quadro financeiro
Em um primeiro quesito, o instituto recomenda a avaliação continua da capacidade administrativa da empresa. Mudanças desfavoráveis podem transformar uma boa opção de investimento em uma grande dor de cabeça. Neste caso, devido à dificuldade para avaliar a competência de uma nova administração, a opinião de profissionais de mercado pode ser bastante útil.

Além disso, uma tendência decrescente de margens de lucro deve ser analisada mais de perto, assim como a deterioração do quadro financeiro. A questão é saber se essa trajetória é passageira ou se tende a permanecer, uma vez que uma companhia pode enfrentar um ou mais anos de lucros estagnados com crescimento das dívidas.

Mercado de atuação e economia
Outro ponto importante está relacionado às perspectivas para o mercado de atuação da companhia e crescimento da concorrência de seu setor. Mesmo que uma empresa seja bem administrada e esteja financeiramente saudável, a redução da demanda ou o crescimento da oferta de produtos similares e/ou substitutos podem prejudicar os ganhos futuros. Neste contexto, o investimento em ações de uma empresa com portfólio pouco diversificado e muito dependente de um único produto deve ser sempre reavaliado.

A qualidade de uma ação também pode mudar em função de circunstâncias econômicas. Por exemplo: se o gasto com matéria prima subir muito sem que os preços dos produtos vendidos acompanhem tal evolução, os ganhos futuros da companhia fatalmente serão afetados.

Recompensa por anos de investimentos
Além destes fatores, o INI ressalta que a manutenção do equilíbrio por tamanho das empresas das ações que compõem uma carteira é importante. Assim, a recomendação é manter 25% de ações de empresas pequenas e com altas taxas de crescimento e o mesmo percentual em empresas de grande porte, sendo que o restante deve ser locado em companhias de médio porte.

Finalizando, a recompensa por anos de investimentos bem-sucedidos, onde os ganhos serão aplicados, por exemplo, na compra de uma casa própria, na educação de um filho ou na realização de um grande sonho, sem dúvida se apresenta como um legítimo motivo para a venda de uma ação.

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Dinheiro no bolso e tempo de sobra?

Fernanda de Lima, 03/11/05, InfoMoney


SÃO PAULO - Você já pensou quanto do seu tempo está gastando quando vai ao shopping fazer compras? Deixando de lado o aspecto de lazer, já que, para muitos, consumir é uma forma de diversão, procure refletir quanto suas compras custam em termos do "seu tempo."

Se até agora você não conseguiu controlar o seu impulso consumista, analisando apenas o impacto financeiro das suas decisões, talvez esteja na hora de tentar entender o custo pessoal da sua decisão.


Quando tempo é dinheiro
Você compraria um tênis novo se soubesse de antemão que ele lhe custaria o equivalente a cinco horas de sua vida? A menos que você seja um apaixonado por esportes, a resposta provavelmente seria negativa.

Afinal, a perspectiva de ter todo este tempo livre em mãos parece um sonho diante da sua rotina, cada vez mais agitada. Quem não conhece o ditado: tempo é dinheiro. A questão que fica, portanto, é entender quanto custa o seu tempo. É a este conceito que me refiro, quando falo do custo pessoal de uma decisão de consumo.

Quanto vale sua hora?
Mas, como medir o seu custo pessoal? Em um primeiro momento, você poderia considerar que o custo da sua hora equivale ao seu salário por hora. Ou seja, se você ganha R$ 2.500,00 por mês e trabalha 40 horas por semana, assumindo que um mês tenha 4,5 semanas, pode-se estimar seu salário/hora em R$ 13,88.

Porém, esta conta não inclui o tempo e o dinheiro que você gasta para ir ao trabalho. Além dos gastos com transporte, é importante considerar os gastos com alimentação, roupas de trabalho, com babá ou outro sistema de suporte, uma vez que seu bebê não pode ficar sozinho.

Procure estimar o quanto estas despesas somam no período de um ano, e deduza este montante do seu rendimento líquido anual (aqui, incluindo férias e 13º salário). Feito isso, divida este montante pelo número de horas que você trabalha em um ano. Mas não se esqueça de incluir na sua conta todas as horas que você gasta com o trabalho, porque tem que viajar no final de semana para uma conferência, ou porque tem que trabalhar para entregar um projeto etc.

Fazendo as contas
A título de ilustração, vamos assumir que o seu salário líquido seja de R$ 2,5 mil e que tire suas férias integralmente todos os anos. No decorrer de um ano você recebe R$ 33,3 mil (o que inclui 13 salários, mais o abono de 1/3 de férias). Mas, para tanto, gasta em média R$ 550 por mês, ainda que tire férias de 30 dias.

Para facilitar as contas, assumimos que, no mês de férias, o que você economizaria com transporte e alimentação (por exemplo), acabaria gastando com as férias. De forma que o custo de trabalhar é de R$ 6,6 mil no ano e que seu retorno líquido do trabalho é de R$ 26,73 mil.

Agora é hora de calcular o número de horas que trabalhou no ano. Assumindo que trabalhe 40 horas por semana e que faça 10 horas/extras por mês, pode-se estimar que nos 11 meses em que está trabalhando (pois em um você está de férias), você acumulou 190 horas por mês (assumindo 4,5 semanas no mês) e 2.090 horas no ano. Com esta informação, você já pode estimar o seu custo/hora, que no caso é de R$ 12,79/hora, abaixo, portanto, do que havia estimado inicialmente.

Gastando com consciência
É somente através destas contas detalhadas que você consegue ter uma idéia exata do quanto sua hora efetivamente custa. Quando você se conscientiza de que está trabalhando por R$ 12,79/hora, fica mais difícil gastar, por impulso, R$ 50,00 em uma camiseta que você achou "bonitinha". Afinal, ela custaria quase quatro horas de trabalho!!

Imaginar que você teve que dedicar tanto do seu tempo para algo que hoje nem se lembra de ter comprado, certamente pede uma reflexão e exige uma mudança de atitude. Se você conseguir rever seus hábitos e passar a viver sob esta nova ótica de consumo, certamente o resultado disso será mais dinheiro no bolso e mais tempo livre para você. Vale a pena tentar!


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