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quinta-feira, outubro 27

Saída de estrangeiros pesa e Ibovespa encerra pregão em forte queda

Por: Equipe InfoMoney
27/10/05 - 19h28
InfoMoney

SÃO PAULO - Mesmo diante de um tom otimista da ata da última reunião do Copom (Comitê de Política Monetária), divulgada pela manhã, o Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo, fechou em forte queda de 2,01% nesta quinta-feira (27), cotado a 29.133 pontos, pressionado, em especial, por uma saída de recursos de investidores estrangeiros. O volume financeiro foi reduzido e somou R$ 1,075 bilhão.

Com o rendimento dos Treasuries de 10 anos, referencial do juro a longo prazo nos EUA, em patamar elevado, o mercado teme que haja um redirecionamento dos recursos em direção às economias centrais, o que prejudicaria de forma substancial as aplicações em países emergentes. Neste cenário, é interessante observar que, na véspera, o yield dos títulos de 10 anos do Tesouro dos EUA atingiu o maior nível desde março deste ano.

Ainda no cenário externo, o recuo das bolsas norte-americanas, em virtude de notícias provenientes da esfera corporativa e da divulgação de indicadores econômicos relevantes, como o número de pedidos e entregas de bens duráveis daquele país em setembro, que mostrou um desempenho abaixo do esperado, contribuiu para o nervosismo nos mercados brasileiros nesta quinta-feira.

Ata teve pouca influência sobre as negociações

Neste contexto, a divulgação da ata do Copom teve impacto apenas marginal sobre as negociações desta quinta-feira. O documento destacou que as recentes pressões inflacionárias verificadas no País são transitórias, corroborando com a perspectiva de que novos cortes de 0,50 ponto percentual na taxa Selic ainda estão por vir.

Também no âmbito doméstico, foi publicado nesta manhã um importante índice de preços. O IGP-M (Índice Geral de Preços - Mercado), referente ao mês de outubro, apurou inflação de 0,60%, frente a uma variação negativa de 0,53% de setembro.

No front político, investidores estiveram atentos à acareação na CPI do Mensalão entre o publicitário Marcos Valério e o ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares, a qual revelou contradições em relação aos valores repassados por Valério ao PL e à participação da companhia Guaranhus como intermediária dos repasses. Destaque também para aprovação do pedido de cassação do deputado José Dirceu pelo Conselho de Ética da Câmara.

As maiores baixas, dentre as ações que compõem o Índice Bovespa, foram:

Cód. Ativo Cot R$ % Dia % Ano Vol1 Links
CLSC6 Celesc PNB N2 1,37 -4,86 +29,29 4,77M
CSTB4 * Sid Tubarao PN 135,50 -4,57 -10,23 10,87M
ELET3 * Eletrobras ON 38,70 -4,44 +2,41 9,39M
NETC4 Net PN N2 0,89 -4,30 +107,60 25,57M
PTIP4 Ipiranga Pet PN 23,20 -4,01 -9,41 3,82M

As maiores altas, dentre os papéis que compõem o Índice Bovespa, foram:

Cód. Ativo Cot R$ % Dia % Ano Vol1 Links
TSPP4 Telesp Cel PN 7,82 +2,89 -56,50 7,00M
BRKM5 Braskem PNA 18,53 +1,25 -43,74 20,41M
TCOC4 Tele Centro Oeste PN 18,94 +0,95 -24,66 1,60M
BBAS3 Brasil ON 40,44 +0,89 +29,57 4,31K

Liderando as perdas entre os papéis que integram o Ibovespa, os papéis preferenciais classe B da Celesc recuaram 4,86%, para R$ 1,37, dando seqüência a um movimento de realização de lucros iniciado na véspera.

No mesmo sentido, as ações preferenciais da CST fecharam em forte baixa de 4,57% nesta quinta-feira, cotadas a R$ 135,50, depois da companhia divulgar seus resultados, referentes ao terceiro trimestre do ano, que mostraram significativo recuo na comparação com o mesmo período de 2004.

Em contrapartida, os papéis preferenciais da Telesp Celular encerraram o pregão em alta de 2,89%, a R$ 7,82, com investidores aguardando a divulgação dos resultados da empresa. A expectativa é de que a operadora apresente uma recuperação em suas margens no terceiro trimestre deste ano, dada a adoção de campanhas comerciais menos agressivas e a fraca base de comparação do segundo trimestre.

Dólar subiu, com nova intervenção do BC
No mercado de câmbio, o dólar encerrou cotado a R$ 2,2910, o que representa uma alta de 0,53% frente ao fechamento anterior. Mais uma vez, a moeda norte-americana voltou a acelerar seu movimento de valorização, após o anúncio de compra de dólares por parte do BC.

No mercado de títulos da dívida externa brasileira, o Global 40, bônus mais líquido, encerrou cotado a 119,45% de seu valor de face, o que representa uma alta de 0,04%. O risco país, calculado pelo conglomerado norte-americano JP Morgan, fechou cotado a 369 pontos base, alta de 7 pontos base em relação ao fechamento anterior.

Bolsas dos EUA no vermelho
Nos Estados Unidos, diante da divulgação de indicadores econômicos fracos e de notícias preocupantes provenientes do âmbito corporativo, as principais bolsas do país fecharam em queda. Na última quarta-feira, a General Motors anunciou que recebeu intimação da SEC, órgão norte-americano equivalente à CVM (Comissão de Valores Mobiliários), como parte de um inquérito sobre suas práticas contábeis e outros tópicos.

O índice Nasdaq Composite, que concentra as ações de tecnologia norte-americanas, fechou em baixa de 1,73% e atinge 2.064 pontos. Seguindo esta tendência, o índice Dow Jones desvalorizou-se 1,11% a 10.230 pontos. Da mesma forma, o índice S&P 500, que engloba as 500 principais empresas norte-americanas, caiu 1,05% a 1.179 pontos.

Na Europa, o índice DAX 30 da bolsa de Frankfurt registrou baixa de 1,93% e atingiu 4.806 pontos; no mesmo sentido, o índice CAC 40 da bolsa de Paris desvalorizou-se 1,73% chegando a 4.336 pontos e o FTSE 100, da bolsa de Londres, caiu 0,86% a 5.183 pontos.

Saem dados do PIB dos EUA na sexta-feira
Na próxima sexta-feira, o Banco Central publica sua Nota do Setor Externo referente ao mês de setembro, contendo informações sobre investimento estrangeiro e transações correntes no Brasil.

Os investidores norte-americanos estarão atentos ao Employment Cost Index, um indicador dos custos da mão-de-obra norte-americana no terceiro trimestre de 2005. Foco também nas prévias do GDP (Gross Domestic Product), sigla em inglês para Produto Interno Bruto, e de seu deflator. Juntos, eles refletem a produção econômica real no terceiro trimestre de 2005.

Por fim, a Universidade de Michigan divulga o Michigan Sentiment. O indicador complementa o Consumer Confidence, medindo a confiança do consumidor norte-americano no mês de outubro.

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